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O primeiro semestre do ano terminou em alta para o setor imobiliário em Portugal, com um aumento de quase 25% nas transações de imóveis. No entanto, o comportamento dos agentes alterou-se entre o primeiro e o segundo trimestres, registando-se uma quebra de casas vendidas próxima dos 5% entre os dois períodos. E o que provocou este resultado? A suspensão dos vistos gold, considera a APEMIP.

As transações de imóveis familiares diminuíram 4,7% no segundo trimestre do ano, face ao anterior, devido à suspensão da atribuição de 'Vistos Gold', revelam dados da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal.

No entanto, somando as transações do primeiro semestre deste ano, quando foram vendidos 50.228 alojamentos familiares, dos quais 24.512 no segundo trimestre, regista-se um aumento de 24,8% face ao mesmo semestre do ano passado.

A queda de transações de imóveis entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano não foi, no entanto, surpresa para a associação.

“O decréscimo entre os dois trimestres era expectável”, afirmou em comunicado o presidente da APEMIP, Luís Lima, atribuindo a descida “essencialmente” à suspensão na atribuição de 'Vistos Gold'.

Já numa perspetiva de comparação com o ano anterior, o presidente defende que é visível o crescimento do setor imobiliário, “a um ritmo tímido, mas com boas perspetivas”.

Na sua opinião, o grande motor para a retoma do imobiliário tem sido o investimento estrangeiro, que continua em crescimento, assim como “a normalização” na concessão de crédito por parte da banca ao setor imobiliário, e os 'spreads' [juros que são a margem de lucro do banco] em níveis “mais aceitáveis”.

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