Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Futebolistas pensam como investidores na bolsa… e por isso falham penalties

Autor: Redação

Steven Levitt acredita que a economia pode explicar qualquer comportamento humano… incluindo o futebol. O economista da Universidade de Chicago (EUA) – coautor do bem sucedido “Freakonomics”, publicado em 2005 – assegura no seu novo livro “Think Like a Freak” (“Pensa Como um freak”) que os futebolistas falham penalties porque decidem a marcação da grande penalidade da mesma forma que os investidores apostam num projeto: preferem apostar na glória individual em vez do bem comum.

Esta circunstância faz com que os futebolistas falhem mais vezes do que deviam a marcação de penalties. De acordo com Levitt, em 57% dos penalties, os guarda-redes decidem “atirar-se” para o lado forte do jogador – para a esquerda no caso dos destros e para a direita no caso dos esquerdinos – enquanto em 41% dos penalties “lançam-se” para o lado mais fraco do marcador. 

Apenas em dois penalties em 100 penalties (2%) o guarda-redes não se mexe e protege o centro da baliza. E somente 17% dos penalties são marcados para o centro da baliza, segundo dados analisados por Levitt, que considera que remata para o meio da baliza aumenta em pelo menos 7% a possibilidade de marcar golo.  

E porque é que os guarda-redes não o fazem? Primeiro porque agem motivados por um “incentivo egoísta", tal como os investidores fazem na bolsa: buscam a máxima rentabilidade. Não se preocupam com o bem comum, apenas com a glória pessoal.

Outro dos motivos que leva os guarda-redes a arriscar é aquilo a que Levitt chama de “proteção da reputação individual”. “Rematar pra os lados é menos arriscado para a fama pessoal, mas reduz as possibilidades de êxito”, explica.