Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Porto em transformação: projetos estruturantes dão luz à cidade

Representantes de grandes projetos estiveram reunidos na Semana da Reabilitação Urbana do Porto.

Projetos imobiliários a nascer no Porto
Photo by José M. Alarcón on Unsplash
Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

São vários os projetos estruturantes que chegaram – e estão a chegar - à cidade do Porto. E a Câmara Municipal tem tido um papel importante para que saiam do papel: aprovando estas iniciativas e apoiando o investimento privado. Esta é a opinião de um conjunto de empresários que, neste momento, estão a desenvolver projetos imobiliários na cidade Invicta, como é o caso da Mota-Engil Real Estate, Civilria, Douro Azul e Quântico.

O “forte dinamismo na construção” da cidade do Porto é assegurado pela execução destes projetos que chegam à cidade. E neste ponto a atuação da Câmara Municipal do Porto – e sobretudo o departamento do Urbanismo – tem sido importante. Esta é uma visão que reúne consenso por parte dos representantes das empresas que estiveram presentes na tarde desta quarta-feira, dia 24 de novembro de 2021, para discutir o novo Plano Diretor Municipal (PDM), no âmbito da IX Semana da Reabilitação Urbana do Porto, que conta com o idealista como portal oficial.

Semana da Reabilitação Urbana do Porto
Sessão de Abertura da Semana da Reabilitação Urbana do Porto

Matadouro procura atrair empresas e jovens talentos

Um dos projetos estruturantes é o do Matadouro Industrial, localizado na zona Oriental da cidade, cuja construção está a ser assumida pela Mota-Engil, grupo que estabeleceu um contrato de concessão e exploração com a autarquia do Porto.

Vítor Pinho, CEO da Mota Engil Real Estate (MERE), destaca a “parceria virtuosa” com a autarquia do Porto, que assumiu "40% da ocupação do espaço por um período de 30 anos”, frisa, “enquanto nós, comprometemo-nos a investir e a entregar à câmara um espaço reabilitado”.

Assim, o promotor privado e a autarquia vão, em conjunto, “promover iniciativas para atrair pessoas”, transformando este edifício num equipamento dinamizador desta zona da cidade.

De acordo com o responsável da MERE, neste momento, estão a comercializar 12 mil metros quadrados (m2) de escritórios, que se distribuem “por oito edifícios, em que cada empresa pode ocupar entre 400 m2 até 4.500 m2”, procurando trazer para este espaço do Matadouro “grandes empresas, atraindo jovens talentos”.

Matadouro no Porto
Matadouro / Kengo Kuma and Associates with OODA

Quântico e Civilria dinamizam zonas abandonadas

Dois dos projetos de relevo que se encontram em construção na cidade são o Antas Atrium, promovido pela Quântico/Albatroz, e o ICON, promovido pela Civilria. Apesar de terem usos diferentes - o primeiro destina-se à habitação e o segundo a escritórios -, os promotores destacam o papel da autarquia portuense na aprovação destes projetos.

De acordo com Graça Medina, administradora da Quântico, “o Antas Atrium é uma grande âncora, um marco para a cidade”. Este projeto com mais de 1.100 apartamentos a desenvolver em oito anos que assume-se “como um novo luxo de vida acessível ao mercado doméstico”, frisa. De referir que o empreendimento vai ocupar os terrenos do antigo estádio das Antas, permitindo a recuperação de uma zona que se encontrava sem futuro.

Novas casas no Porto
Antas Atrium / Quantico/Albatross Capital

Por seu turno, Artur Varum, CEO da Civilria, destaca o facto de o projeto ICON - destinado a escritórios e a ‘apartments service’ e localizado próximo da Boavista - ocupar “um terreno abandonado” durante anos, apesar de apresentar boas acessibilidades. Artur Varum destaca, ainda, os bons resultados na comercialização dos escritórios, mesmo no caso da segunda torre, em início de construção, “que já tem contratos firmados”.

Projeto ICON no Porto
ICON / Elisabete Soares

Porto deve olhar para concelhos vizinhos

“O Porto, por si só, é atrativo”, mas não pode ficar por aí, salienta Álvaro Carvalho, diretor da Pluris Investments, empresa do grupo Douro Azul. “É como uma locomotiva, precisa de olhar para os concelhos vizinhos, como é o caso de Matosinhos e Gaia”, refere.

Na sua opinião, no “imobiliário não há concorrência, mas sim complementaridade”, em termos de oferta turística e residencial, sendo que só assim é possível desenvolver as regiões.

O grupo Douro Azul, cujo ‘target’ é o mercado de luxo, vai avançar com a construção de habitação direcionado para clientes que “podem pagar vários milhares de euros por m2", diz. Recentemente abriu o The Lodge Wine & Business Hotel, um unidade de luxo instalado nas antigas caves de vinho do Porto da Real Companhia Velha, nas margens do Douro.

Porto atrai investidores
Pixabay