Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Bancos fazem avaliações de casas cada vez mais altas: m2 subiu 50 euros num ano

Autor: Redação

Depois de anos de queda, na sequência da crise, e ainda com oscilações pontuais, os bancos estão agora de forma global a avaliar cada vez mais em alta os imóveis. A avaliação bancária considerada para a concessão de crédito voltou a subir em abril, somando uma recuperação de 5% nos últimos 12 meses. Isto significa que, em média, o metro quadrado (m2) vale mais 50 euros do que há um ano.

Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o metro quadrado em abril valia 1.131 euros para os bancos nas regiões urbanas. Ou seja, mais 51,5 euros do que no mesmo mês do ano passado, segundo as contas do Jornal de Negócios.

Isto significa que uma casa de 100 m2 valia 107,9 mil euros e agora tem um valor de 113 mil euros, o que representa um crescimento de 4,7%, neste período, escreve o diário.

Subida nacional de 5% em 12 meses

Tendo em conta todo o território nacional, o valor médio da avaliação utilizada pelos bancos na concessão de crédito foi de 1.054 euros por m2 - mais 38 euros do que há 12 meses.

Com excepção de Coimbra e Santa Maria da Feira, onde o valor médio da avaliação bancária caiu 3% e 1,1%, a tendência de recuperação verificou-se quase a nível nacional. Já em Odivelas e no Funchal, este valor manteve-se praticamente inalterado, tendo avançado 0,5%. 

Lisboa e Porto em alta

A capital tem sido uma das principais responsáveis pela recuperação da avaliação bancária, a nível nacional. Em abril, o valor médio em Lisboa situou-se nos 1.915 euros por metro quadrado, o valor mais elevado desde agosto de 2011. A capital volta, tal como indica o Negócios, a aproximar-se dos dois mil euros que cada metro quadrado valia no início de 2011, antes do pedido de ajuda externa (mas ainda 3% abaixo do valor registado, nessa altura). 

Já o Porto, com uma avaliação média na ordem dos 362 euros por metro quadrado, é a única região que já recuperou da crise, com os preços a subirem 2,6%.