Preço
Preço do imóvel: 2.700.000 €
Preço por m²: 771 €/m²
O Palácio dos Marqueses é uma jóia arquitectónica situada no centro das muralhas de Elvas, classificadas como Património Mundial da UNESCO. Erguido no século XVIII, este imóvel é um símbolo de estatuto, desenhado para albergar a alta aristocracia com o máximo rigor, privacidade e distinção.
Este imóvel é um reduto de exclusividade ímpar no coração de Elvas. Um autêntico tesouro bem guardado que funde a imponência da arquitetura civil intramuros com o fausto ímpar do barroco português.
Com origens que remontam ao séc. XVI, o edifício desenvolve-se em três blocos, 75 divisões, com remodelações que datam do séc.XVIII e que vêm firmar a sua uniformidade e imponência. O palácio foi construído entre os anos de 1750 e 1752, por D. João de Aguilar Mexia, aproveitando parte do palacete pré-existente, que pertencia a Francisco de Magalhães da Gama Lobo.
Toda a decoração em mármore é da autoria do escultor José Francisco de Abreu, contratado pelo proprietário para o efeito em 1751.
O Palácio dos Marqueses é um segredo bem guardado dentro das icónicas muralhas abaluartadas. Num centro histórico densamente construído e classificado pela UNESCO, deter uma propriedade palaciana com uma área total de 3.402m2 é um privilégio raro que se consubstancia numa verdadeira ilha de tranquilidade no coração da história de Portugal.
Com 3.402m² de área coberta, o interior deslumbra pela originalidade da sua traça. Os imponentes elementos arquitectónicos do palácio servem exímio enquadramento às suas vastas salas, decoradas com painéis de azulejos únicos e de extrema raridade.
A disposição interior do Palácio apresenta uma característica arquitetónica invulgar para a sua dimensão: a ausência de corredores. A circulação é feita através de passagens amplas (em enfilade) que ligam as divisões diretamente umas às outras, criando uma disposição fluida. A valorizar ainda mais a estrutura secular da propriedade, a casa possui uma cisterna de dimensões imponentes, um testemunho histórico notável da arquitetura e engenharia da época. O exterior é complementado por três jardins privativos, oferecendo espaços de lazer ao ar livre dentro do perímetro urbano.
Este edifício foi construído para ser um refúgio exclusivo da alta nobreza, os outrora Senhores da Fronteira, o que lhe garante, ainda hoje, uma sensação de paz, proteção e privacidade absolutas no coração desta cidade histórica.
O expoente máximo da arte portuguesa reveste quase a totalidade das paredes do palácio. Corredores, salões e escadaria estão repletos de painéis únicos de azulejos do séc. XVIII, transformando a casa num autêntico museu vivo da azulejaria nacional, sendo um dos edifícios mais fascinantes e um exemplar de arquitetura civil nobre no Alto Alentejo.
Elvas foi a mais importante praça-forte da fronteira portuguesa, a cidade mais fortificada da Europa, tendo sido por isso cognominada "Rainha da Fronteira".
A cidade alberga o maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo, as muralhas de Elvas, as quais em conjunto com o centro histórico da cidade são Património Mundial da Humanidade, título atribuído pela UNESCO a 30 de junho de 2012.
Tratando-se de um edifício classificado, a propriedade conta com um projeto de restauro já aprovado. Este fator constitui uma vantagem competitiva e burocrática substancial, permitindo o avanço imediato das obras sem as demoras habituais. O projecto visa preservar todo o património estrutural e decorativo setecentista (do séc. XVIII), introduzindo, em simultâneo, infra-estruturas modernas de habitabilidade. Pelas suas dimensões e características, o palácio apresenta viabilidade tanto para uma residência privada como para a conversão num hotel distinto.
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