Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Medo de sair à rua? Dicas para ajudar a sair da "bolha" e voltar ao "normal"

Mais de um ano fechados em casa, muitos sentem que perderam capacidades sociais. Especialistas dizem o que pode ajudar na transição.

Photo by Tonik on Unsplash
Photo by Tonik on Unsplash
Autor: Redação

Mais ou menos tarde, o fim do confinamento vai chegar e a ideia de transição para um “novo normal” pode trazer um mix de emoções. Ansiosas por sair de casa, as pessoas podem também sentir ansiedade por dar esse passo e voltar às atividades diárias do antes da pandemia. Mais de um ano fechadas em casa, com mais ou menos restrições, e forçadas a sair agora mantendo dois metros de distância e com máscaras postas, o desafio de regressar à normalidade pode ser grande.

“Algumas pessoas sentem-se realmente excitadas por poderem regressar à normalidade e voltar ao trabalho”, mas outras "sentem que é demasiado cedo e estão realmente frustrados com os diferentes sistemas de crenças que outras pessoas têm", diz Alyssa Mancao, assistente social e proprietária, num artigo do Público/Washington Post.

Muitos sentem as habitalidades e capacidades sociais enferrujadas e desenvolveram estados mentais e emocionais delicados. Os especialistas consideram que não há conselhos de uma só medida para uma transição suave, mas consideram que há dicas que podem ajudar.

“Pega numa caneta e em papel, escreve uma lista de como foste particularmente afetado e começa realmente a processar [isso], se puderes”, sugere Nedra Tawwab, terapeuta certificada e autora de Set Boundaries and Find Peace, citada no mesmo artigo. Mancao diz que também é importante falar sobre o trauma enquanto está a acontecer. “É mais provável que as pessoas tenham efeitos duradouros desta pandemia se têm estado a suprimir os seus sentimentos ou a isolar-se psicologicamente”, alerta.

Escrever os pensamentos, sentimentos e reflexões, envolver-se em atividades que pareçam tranquilizadoras (tais como estar na natureza) e praticar mindfulness ou exercícios de respiração, sugere Mancao. Falar com alguém de confiança ou recorrer ao apoio de um profissional de saúde mental credenciado, ou de um grupo de apoio, também pode ajudar.

Agir antes mesmo de estar confiante

É importante continuar a vigiar o risco de contágio e apenas assumir riscos com que nos sintamos fisicamente seguros, aponta Hendriksen. Ainda assim, defende que não há problema em forçar algum do mal-estar que advém de se estar outra vez socialmente disponível. “Eu encorajaria as pessoas a porem a ação à frente da confiança, e assim a nossa disponibilidade e confiança surgirão.”

À medida que o mundo se abre de novo, não é necessário voltarmos a comprometer-nos com todas as obrigações que possamos ter tido anteriormente, diz por outro lado Jenny TeGrotenhuis, conselheira de saúde mental credenciada. “Quando a pandemia acabar, as pessoas poderão perguntar-se: ‘O que se passa comigo?’”. Este sentimento de confusão pode ser exacerbado ao ver outros a celebrarem exteriormente as mudanças para uma vida pós-pandemia.

Mas apoiarmo-nos uns nos outros pode ajudar, recomenda White, deixando que as pessoas próximas de ti saibam que estás disposto a encontrá-los onde eles se encontram. “Diz-lhes que estás lá por eles, que os adoras e que estás lá para os apoiar se precisarem de cancelar ou se precisarem de fazer algo diferente”, sugere White. 

Etiquetas
Pandemia