os fundos de reabilitação não seduzem os investidores. esta é a conclusão a que chegam os gestores contactados pelo jornal expresso que consideram, no entanto, que os incentivos em vigor são "fantásticos". a morosidade das câmaras é vista como o principal obstáculo a ser ultrapassado. no fim de outubro, o universo de fundos imobiliários representava 9,7 mil milhões de euros, sendo que só 2% das carteiras se destinavam ao negócio da reabilitação
cláudia ferreira, gestora de um dos raros fundos focados na reabilitação urbana, criado ao abrigo do novo regime de incentivos (008/2012), considera que o quadro fiscal "é muito atractivo", mas lembra ao expresso que "estar dependente da morosidade municipal é sempre um risco acrescido"
o fundo príncipe real, gerido pela mnf-gestão de activos, foi lançado há ano e meio com uma dotação de 35 milhões de euros. agora corre o risco de não cumprir os requisitos para beneficiar dos incentivos fiscais (rendimento livre de irc, além da taxa de iva a 5%). cláudia ferreira acredita que "o risco de lidar com entidades públicas e a instabilidade do quadro fiscal" explicam a fraca a adesão a este tipo de fundos fechados
antes do novo quadro, em 2006, já o grupo orey e, depois, a espírito santo activos financeiros (esaf), tinham criado fundos para operar no mercado da reabilitação habitacional: "antecipando a esperada expansão deste segmento", explica o director da área de imobiliário da orey, joão fonseca
relativamente ao sector público, o expresso revela que a esperança dos construtores reside nos fundos de desenvolvimento urbano (fdu): uma holding com vocação de capital de risco que tem 130 milhões de euros para distribuir. o dinheiro é do feder (fundo europeu de desenvolvimento regional) e do ministério das finanças e a gestão cabe ao banco europeu de investimentos
os fdu destinam-se a património não habitacional, beneficiam de experiências anteriores na galiza e catalunha (espanha) e estarão operacionais na primavera. ainda este mês, os candidatos fazem uma declaração de interesse, depois o seu plano de negócios passa pelo crivo do comité de investimentos, antes de apresentarem a proposta de intervenção
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2 Comentários:
enquanto isto for só blá blá blá ninguém vai arriscar pôr dinheiro num negócio que pode demorar anos a conseguir uma assinatura para andar para a frente. o sector imobiliário já é de grandes ciclos. é preciso capital para aguentar.ora sem empréstimos e pouca liquidez e licenciamentos que demoram anos ... isto é só para quem ganhou a lotaria
com uma oportunidade de ouro para reabilitar as cidades como esta fase em que anda td atrás da reabilitação n entendo porque demoram tt a facilitar este processo
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