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Estes móveis não existem na realidade, mas foram vendidos num leilão por mais de 400 mil euros

A coleção “The Shipping”, composta por dez peças de mobiliário "virtuais", é uma obra do designer argentino Andrés Reisinger.

Poltrona Hortensia / Andrés Reisinger
Poltrona Hortensia / Andrés Reisinger
Autor: Redação

O designer argentino Andrés Reisinger criou uma coleção de dez peças de mobiliário “virtuais” – sim, elas não existem mesmo – que acabaram por ser vendidos num leilão online em menos de dez minutos por 450.000 dólares, mais de 400.000 euros.

Nenhum dos objetos que Reisinger fez e vendeu existe fisicamente - pelo menos, para já, embora já tenha recebido muitos pedidos nesse sentido. As peças surreais de móveis virtuais do artista, ou "objetos impossíveis", eram puramente digitais e foram inicialmente reveladas e criados para a sua conta no Instagram. Acabaram por ser vendidos através do marketplace Nifty Gateway, uma casa de leilões online e, na prática, podem ser colocados em espaços virtuais 3D, animações, ou videojogos como Somnium Space e Minecraft.

Cadeira ABBA / Andrés Reisinger
Cadeira ABBA / Andrés Reisinger

Pode-se dizer que o trabalho de Andrés Reisinger tem tudo a ver com a capacidade de  “transportar” os seus espectadores – leva-nos de uma realidade a outra e faz-nos acreditar que elas existem. Daí que este seu novo trabalho tenha sido batizado como “The Shipping”, uma espécie de manifestação de uma realidade híbrida.

Segundo o comunicado do artista, apenas cinco destas peças únicas e personalizadas terão uma versão física que será enviada aos vencedores das licitações, incluindo a “Time Table”, criada em colaboração com o designer de interiores catalão Isern Serra.

Time Table / Andrés Reisinger
Time Table / Andrés Reisinger

Reisinger tornou-se viral nas redes sociais quando desenhou a primeira peça de design, a poltrona Hortensia, uma “fantasia” coberta com 20.000 pétalas florais que nasceu como uma experiência digital e que parecia "incrível demais" para não ter uma versão física. A boa receção levou o seu criador a materializá-la em colaboração com a designer Julia Esqué e a apresentá-la na feira “Collectible” de Bruxelas com a galeria “Il·lacions” – agora está no Design Museum of Gent e foi capa da Architectural Digest.