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Agricultor belga altera fronteira com a França acidentalmente (e tudo porque moveu uma pedra)

O agricultor moveu o pilar que demarcava o território quando tentava abrir caminho com o seu trator. Uma história insólita, mas ao mesmo tempo cómica.

Fotografia do marco tirada pelo presidente da cidade belga de Erquelinnes, David Lavaux / Via Facebook David Lavaux
Fotografia do marco tirada pelo presidente da cidade belga de Erquelinnes, David Lavaux / Via Facebook David Lavaux
Autor: Redação

Um agricultor belga alterou acidentalmente a fronteira do seu país com a França. E tudo porque moveu uma pedra de 150 quilos, datada de 1819, que demarcava a fronteira, quando tentava passar com o seu trator. Acabou por acrescentar 2,29 metros ao território da Bélgica.

O marcador foi erguido no âmbito do Tratado de Courtrai, assinado pela Bélgica e pela França em 1820, sendo através deste que ficou definida a fronteira que se estende ao longo de 620 km, desde a cidade de Dunquerque às montanhas das Ardenas, tal como explica o Público.

O agricultor, que para abrir caminho, moveu o pilar, pode agora ser motivo de um “incidente diplomático” entre os dois países, e que pode acabar nas mãos da comissão de fronteira franco-belga, segundo o presidente da câmara da cidade belga de Erquelinnes, David Lavaux. Na vaedade, tal não deve chegar a acontecer. Para evitar uma “guerra de fronteiras”, o autarca garantiu que já pediu ao agricultor para repor o marcador no lugar original.

Avec une équipe de tf1 à la frontière entre Bousignies et Montignies. On a bougé la borne de 1819, la Belgique et notre...

Publicado por David Lavaux em Segunda-feira, 3 de maio de 2021

"O limite de 1819 foi movido, a Bélgica e nosso município foram aumentados. Os franceses obviamente não concordam, teremos que recolocar as coisas no seu lugar", brincou o autarca da cidade belga de Erquelinnes, David Lavaux, no Facebook.

Quem descobriu a insólita situação foram três historiadores locais, Jean-Pierre Chopin, Philippe Fayt e Jean-Paul Maieu, que percorriam a região. Durante um passeio na floresta de Erquelinnes, um deles “teve imediatamente a impressão de que o marcador tinha sido deslocado”, conta Jean-Pierre Chopin, citado pela publicação.