BdP anuncia regras mais exigentes no crédito habitação
O governador do Banco de Portugal (BdP) anunciou esta quarta-feira (27 de maio de 2025) que será proposto um 'apertar' de regras no crédito, incluindo uma taxa de esforço mais exigente que os clientes terão de cumprir no crédito habitação.
Crédito habitação jovem: Cabo Verde dá bonificação de juros até 55%
O Governo cabo-verdiano anunciou, recentemente, um programa de crédito habitação que prevê garantias públicas para a entrada inicial e bonificação até 55% dos juros, para facilitar o acesso de jovens e famílias à casa própria e responder ao "défice habitacional". "Este programa estrutura-se em dois instrumentos centrais: a bonificação dos juros no crédito habitação e a garantia pública para jovens", afirmou o ministro das Finanças, Olavo Correia.
Garantia pública para jovens lança créditos habitação para alto risco
A garantia pública permite aos jovens até aos 35 anos ter um crédito habitação financiado a 100%. Esta ajuda pública para os jovens comprarem casa acaba por aumentar a percentagem de financiamento bancário e a taxa de esforço além dos níveis recomendados pelo Banco de Portugal (BdP).
Taxa de esforço no crédito habitação disparou no pós-pandemia
Em 2022, havia em Portugal 1.638.064 mutuários com créditos para habitação permanente, o equivalente a 18,5% da população residente com 18 ou mais anos. Trata-se, de resto, de um ligeiro aumento face ao ano anterior (18,3%). Os dados divulgados esta quarta-feira (13 de novembro de 2023) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) permitem ainda concluir, por exemplo, que no ano em análise o valor mediano da taxa de esforço com crédito para habitação permanente dos mutuários foi 14,5%, sendo que em 307 dos 308 municípios do país verificou-se um aumento do valor mediano da taxa de esforço do crédito habitação permanente em relação a 2021 (12,8%).
Comprar ou arrendar casa: taxa de esforço volta a agravar-se
O acesso à habitação continua difícil em Portugal, numa altura em que os preços das casas continuam a subir a um ritmo muito superior ao dos salários. É por isso que a percentagem do rendimento familiar necessária para levar a cabo a compra ou o arrendamento de uma habitação voltou a aumentar no último ano na maior parte das capitais de distrito portuguesas, de acordo com a análise realizada pelo idealista, editor deste boletim. No caso do arrendamento, a taxa de esforço aumentou 3 pontos percentuais (p.p.), fixando-se em 84% no terceiro trimestre de 2024. Já na compra de casa, a taxa de esforço nacional aumentou 1 p.p., passando para 69% em setembro deste ano.
Queda de juros à vista em 2024 mexe com crédito habitação em Portugal
A procura de crédito habitação em Portugal tem sido moldada pelo contexto de elevadas taxas de juro e baixo poder de compra sentido no último ano. As famílias têm vindo a comprar casas a preços mais baixos e a pedir menores montantes nos empréstimos. Mas no arranque de 2024 esta tendência foi interrompida: os dados do relatório trimestral do idealista/crédito habitação revelam que a compra da primeira habitação avançou por um preço 11,3% mais elevado face ao início de 2023. E o montante de crédito habitação contratado subiu 12,7%. Esta recuperação do mercado hipotecário português surge numa altura em que a descida das taxas Euribor está à vista e houve um alívio no cálculo das taxas de esforço.
Apoio ao crédito habitação: como funciona e quem pode beneficiar?
As constantes subidas das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) fizeram com que as taxas Euribor disparassem, o que tem influência direta nas prestações a pagar pelo crédito habitação em Portugal. O Governo mostra-se atento ao tema e aprovou novas medidas de apoio, que passam pela fixação do valor a pagar ao banco pelo empréstimo da compra de casa durante dois anos. Há, no entanto, regras e critérios a ter em conta. Explicamos tudo sobre este tema no artigo desta semana da Deco Alerta.
Comprar casa: taxa de esforço subiu para 41%
A perda de poder de compra e subida acentuada dos juros nos últimos meses está a provocar um aumento no esforço financeiro das famílias portuguesas para a compra de casa. O custo de vida está a subir a uma maior velocidade que os salários, e isso reflete-se na taxa de esforço, que subiu 13 pontos percentuais num ano. No terceiro trimestre de 2022, as famílias destinavam 41% dos seus rendimentos para a habitação, valor que compara com os 28% observados em igual período do ano passado.
mercado social de arrendamento arranca com mil casas e dá prioridade a idosos e deficientes
o governo assina esta terça-feira (dia 26) o protocolo que concretiza o mercado social de arrendamento. estarão disponíveis cerca de mil imóveis com rendas até 30% mais baixas que as praticadas no mercado.