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Assim foi construída uma bonita casa de baixo custo e sustentável num lugar remoto

Um projeto do estúdio JRG Taller de Arquitectura, dirigido pelo arquiteto Jorge Ramon Giacometti.

Exterior da casa / JRG Taller de Arquitectura
Exterior da casa / JRG Taller de Arquitectura
Autor: Vicent Selva (colaborador do idealista news)

Atahualpa é um interessante local situado no centro-norte da província de Pichincha e no distrito metropolitano de Quito, no Equador. A sua história e natureza exuberante fazem desta área um lugar especial para desfrutar e aprender, mas sem abrir mão da tranquilidade, a apenas 80 quilómetros da movimentada capital do país.

E foi neste ambiente que se desenvolveu um projeto da JRG Taller de Arquitectura, dirigido pelo arquiteto Jorge Ramon Giacometti: a construção da Casa Ocal. O seu desenvolvimento foi um desafio para o estúdio, tanto pelo baixo orçamento disponível, como pelas particularidades orográficas e geográficas do terreno onde se situaria.

A construção aconteceu em tempo recorde, em apenas cinco meses, algo muito mais surpreendente quando se considera o local onde foi executada. No entanto, como se pode verificar pelas imagens, o projeto foi realizado com notável sucesso.

O escritório de arquitetura equatoriano usou madeira de eucalipto e metal reciclado para a estrutura. Devido às dificuldades que a localização apresentava, os arquitetos decidiram reduzir o seu projeto às formas mais simples e construí-lo de forma modular.

A Casa Ocal é erguida sobre palafitas para permitir que a água da chuva flua sem obstáculos colina abaixo. As estacas também permitiram a criação de um piso térreo plano sem qualquer escavação trabalhosa e cara. As vigas são feitas de madeira de eucalipto, uma espécie de árvore que foi originalmente trazida da Austrália, mas agora cresce nas colinas tropicais do Equador.

Grandes janelas que descem de ambos os lados da casa permitem a entrada de luz e oferecem vista para as montanhas. O alpendre é totalmente resguardado pelo telhado e pelas laterais da casa. No interior, a casa é dividida por um corredor central desde a porta da frente até a porta dos fundos. Uma cozinha em plano aberto e uma área de estar abrem-se para a varanda, com a cozinha a ocupar um dos lados.

O metal recuperado também foi usado para armários de cozinha, bancadas, isto porque a sua superfície desgastada oferece um contraste escuro com as paredes de madeira clara. O vidro do chão ao teto entre a sala de estar e a varanda permite mais vistas da paisagem, e do outro lado da sala, um dos cantos é ocupado por um fogão a lenha com lareira metálica.