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A lenda de Curon Venosta: a mágica histórica da igreja afundada que voltou à tona de água

A vila submersa inspirou a produção de uma série no Netflix chamada "Curon".

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Autor: Redação

A ponta de uma antiga torre sineira emergiu das águas de um lago. Parece impossível de acreditar, mas é verdade. Este é o cenário, quase lendário, que pode ser admirado às margens do Lago Resia, em Trentino Alto-Adige (Itália). Nessas águas, a igreja da antiga vila de Curon Venosta está "escondida", ficando submersa em 1950 com a construção de uma barragem.

A torre do sino da igreja ressurgiu após reparações na bacia de água artificial, que havia sido criada em 1949 para fornecer eletricidade nas áreas mais a norte. A área, aliás, havia sido identificada como estratégica para o abastecimento de energia, tanto que se decidiu submergir uma aldeia que na época abrigava 163 casas e 523 hectares de terras agrícolas.

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Na zona havia três lagos naturais: Lago Resia, Lago Curon (também chamado Lago di Mezzo) e Lago San Valentino alla Muta. Para construir a barragem, no entanto, os três lagos foram unificados, submergindo completamente a antiga cidade de Curon Venosta.

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A torre sineira que emergiu das águas do Lago Resia é a da antiga igreja medieval de Santa Caterina, obra que data de 1357. Tornou-se uma atração turística, principalmente no inverno – época em que Tirol do Sul congela e é possível chegar à torre do sino a pé. Durante algumas obras de manutenção, outros vestígios da antiga aldeia também reapareceram.

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Reza a lenda que nas noites de inverno mais rigorosas ainda se ouvem os sinos das igrejas a tocar no fundo da água, apesar de terem sido retirados com a obra da barragem. Nos últimos anos, uma série da Netflix (“Curon”) e o romance “Resto qui” de Marco Balzano também aumentaram a fama deste lugar mágico.