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Avaliação bancária a subir há 15 meses atinge valores mais altos de uma década

Madeira registou a maior subida em junho, com m2 a encarecer 1,9% face ao mês anterior / Gtres
Madeira registou a maior subida em junho, com m2 a encarecer 1,9% face ao mês anterior / Gtres
Autor: Redação

Consecutivamente, pelo décimo quinto mês, a avaliação bancária das casas tem vindo a aumentar. Em junho, o metro quadrado (M2) ficou quatro euros mais caro face ao mês anterior, passando para os 1.1180 euros a nível de média nacional, o que corresponde a uma subida de 0,3% e de 6,1% face ao período homólogo, respetivamente.

Este valor divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), serve de base aos contratos de crédito para à habitação e é outro dos sintomas do momento em alta que vive o mercado imobiliário atualmente em Portugal.

Os 1.1180 euros por m2 registados em junho de 2018 corresponde ao valor mais alto, desde o segundo trimestre de 2008, quando tocou os 1.186 euros por metro quadrado, de acordo com dados compilados pelo Negócios.

O Inquérito Mensal à Avaliação Bancária na Habitação, realizado pelo INE, mostra agora que no passado mês de junho, as maiores subidas ocorreram na Região Autónoma da Madeira (1,9%) e na Área metropolitana de Lisboa (1,3%). Só nos Açores é que se se registou a nível nacional uma descida no valor (-2%).

Nos apartamentos, o valor médio da avaliação subiu seis euros face ao mês anterior, chegando aos 1.238 euros por m2. O maior aumento foi registado no Algarve (1,6%), onde também se observa o valor de avaliação mais elevado (1.523 euros por metro quadrado). Só nos Açores é que se registou uma descida (-2,5%)

Já no segmento das moradias, o valor médio saltou para 1.077 euros, mais três euros do que no mês anterior. Foi na Região Metropolitana de Lisboa, onde se encontra o valor mais alto das avaliações de moradias (1.482 euros por metro quadrado), que se verificou o maior aumento (9,7%). Pelo contrário, no Algarve, a segunda região mais cara (1.427 euros por cada metro quadrado), observou-se a única variação negativa (-1%).

Se a comparação for feita para o mês homólogo, junho de 2017, o valor médio de avaliação bancária aumentou 68 euros em junho, ou seja, uma subida de 6,1%, tendo o valor de apartamentos e de moradias aumentado 6,9% e 4,1%, respetivamente. "A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se na Região Autónoma da Madeira (8,0%) e a menor no Alentejo (2,6%)", explica o INE.