O Banco de Inglaterra manteve na passada quinta-feira, dia 5 de fevereiro de 2026, a taxa diretora em 3,75% e reviu em baixa a taxa de crescimento económico para 0,9% em 2026, contra 1,25%, e para 1,5% em 2027, contra 1,6%. Num contexto de maior incerteza económica depois da subida da inflação em dezembro, o Comité de Política Monetária da entidade decidiu, por cinco votos contra quatro, manter as taxas, o que revela uma maioria apertada favorável à cautela.
O decreto do Governo que fixa uma moratória de 90 dias no pagamento dos empréstimos das famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin foi, na passada sexta-feira, dia 6 de fevereiro de 2026, publicado em Diário da República, produzindo efeitos desde 28 de janeiro.
Nos últimos meses, a crise na habitação em Portugal tem gerado preocupação e análise constante por parte do Governo e dos especialistas do setor. Apesar do elevado preço das casas e do acesso cada vez mais difícil para comprar casa, os principais bancos antecipam que o crédito habitação continuará “forte” ao longo de 2026, apoiado pela estabilidade das taxas de juro – reforçadas pela decisão recente do Banco Central Europeu (BCE) de manter inalteradas as suas taxas diretoras –, pelo elevado nível de emprego e pela persistente escassez de oferta no mercado imobiliário.
Uma das várias medidas lançadas pelo Governo para responder aos estragos provocados pela passagem da tempestade Kristin diz respeito às moratórias no crédito habitação e às empresas por 90 dias.
Prego a fundo na concessão de novos créditos habitação. Os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP), relativos a dezembro de 2025, confirmam este cenário: o montante total de empréstimos para a compra de casa voltou a aumentar em termos anuais (10,2%), uma tendência que se verifica há dois anos, desde novembro de 2023. Trata-se, de resto, da maior subida em final de ano desde 2005.
Nos processos de crédito habitação em Portugal, tem-se sentido que a banca tem valorizado o valor mediano do metro quadrado (m2) dos imóveis residenciais mês a após mês, muito à boleia da rápida subida do preço das casas, tendo crescido 17,3% em 2025.
O banco central do Japão manteve esta sexta-feira, dia 23 de janeiro de 2026, a taxa de juro de referência em 0,75%, o nível mais elevado desde 1995, e reviu em alta as projeções económicas para o atual ano fiscal e para 2026.
O Bankinter utilizou 30% da sua quota para a garantia pública para crédito habitação de mutuários até aos 35 anos, admitindo que poderá pedir um reforço do valor alocado, disse esta quinta-feira (22 de janeiro de 2026) a direção do banco espanhol.
O Santander anunciou esta quarta-feira, dia 14 de janeiro de 2026, que pediu um reforço de 150 milhões de euros da sua quota da garantia pública para a compra de casa por jovens até aos 35 anos.Em comunicado, o banco disse que “solicitou às entidades competentes” este reforço de 150 milhões de euros
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, revelou recentemente que a garantia pública para a compra de casa por jovens até aos 35 anos abrangeu 23 mil pessoas, tendo o Governo, entretanto, aprovado o reforço da iniciativa à CGD e ao Banco CTT. Os números indicam, de resto, que quase todo o dinheiro disponibilizado para o efeito já está na posse dos bancos, faltando distribuir menos de 90 milhões de euros. E só há registo, até à data, de um caso de ativação da garantia pública, na CGD.
No final de novembro, os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 199,9 mil milhões de euros, refletindo um ligeiro aumento face ao mês anterior, sobretudo nos depósitos à ordem. Já os depósitos a prazo também registaram crescimento, mas de menor expressão.
Os bancos portugueses utilizaram até novembro 52,8% do montante total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para compra de casa por jovens até aos 35 anos, segundo dados divulgados esta segunda-feira (5 de janeiro de 2026) pelo Banco de Portugal (BdP). No total, são 626 milhões de euros ao abrigo desta garantia num acumulado de 22.933 contratos com um valor de 4.544 milhões de euros desde o início do ano.
Portugal registou em 2025 o maior valor em fusões e aquisições dos últimos quatro anos, impulsionado por um grande negócio que dominou o mercado: a venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE por 6,4 mil milhões de euros. Esta operação destacou-se de forma clara numa lista de grandes transações que, no conjunto, mostram um mercado mais contido em número de negócios, mas expressivo em valor, num contexto de incerteza económica e geopolítica.
O ano de 2025 confirmou algumas tendências já identificadas no universo do crédito habitação em Portugal, com a concessão de novos empréstimos a acelerar a bom ritmo, por exemplo, apesar dos preços das casas se manterem elevados. Os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP), relativos a novembro de 2025, confirmam isto mesmo, tendo o montante total de empréstimos para habitação voltado a aumentar em termos anuais (9,8%), algo que aconteceu pelo 23º mês consecutivo.
O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, recuou 8.700 milhões de euros em outubro face a setembro, para 857,7 mil milhões de euros, anunciou no dia 22 de dezembro de 2025, o Banco de Portugal (BdP). Deste total, 479,4 mil milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 378,3 mil milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).
As novas regras sobre criptoativos foram esta segunda-feira (dia 22 de dezembro de 2025) publicadas em Diário da República e preveem multas de até cinco milhões de euros a empresas que não as cumpram. Em causa estão diplomas, aprovados recentemente no Parlamento, que reforçam a regulação sobre as transações com criptoativos a partir de julho de 2026 e atualizam as medidas de combate ao branqueamento de capitais para as adaptar à realidade das transferências com determinados criptoativos.
O Presidente da República promulgou este sábado, dia 13 de dezembro de 2025, com reservas novas regras sobre criptoativos, derivadas de regulamentos europeus, afirmando fazê-lo para que Portugal não seja punido e por considerar melhor haver um "controlo deficiente" a não haver nenhum. Em causa estão decretos do parlamento que executam três regulamentos europeus, designadamente o Regulamento Europeu sobre o Mercado de Criptoativos (MiCA, na sigla em inglês), aprovado em 2023, mas que ainda não tinha sido aplicado em Portugal.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação acelerou em outubro pelo 22º mês consecutivo, com um aumento homólogo de 9,4% para 109.100 milhões de euros, divulgou esta quinta-feira (27 de novembro de 2025) o Banco de Portugal (BdP).
É um dos passos essenciais e obrigatórios a dar quando há um pedido de empréstimo ao banco para comprar casa. Falamos da avaliação bancária para efeitos de crédito habitação, cujo valor mediano voltou a acelerar em outubro para 2.025 euros por metro quadrado (euros/m2). Em causa estão dados divulgados esta terça-feira (25 de novembro de 2025) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Pedir dinheiro emprestado ao banco para comprar casa ou carro, por exemplo, é muito comum em Portugal. Mas também há quem opte por endividar-se com um particular, como um amigo ou familiar. Será esta uma boa decisão, de forma a não ter de recorrer a uma entidade financeira? Há, claro, cuidados a ter em conta para evitar riscos. “Quando o empréstimo não é formalizado de forma correta, podem surgir complicações legais e fiscais e rapidamente uma simples ajuda financeira pode transformar-se num risco elevado e com consequências imprevisíveis”, alerta a Deco, no artigo desta semana da Deco Alerta.
Desde o início do ano passado que as escrituras de compra e venda de casas podem ser formalizadas sem a exibição de licenças de utilização habitacional. Em causa está uma alteração legislativa (o decreto-lei n.º 10/2024) que permitiu que muitos imóveis sem esta licença – ou por terem sido construídos de forma ilegal ou por se tratar de lojas ou outros tipos de espaços comerciais – possam ser vendidos como casas. Este cenário está a fazer com que haja cada vez mais casas a serem compradas a pronto pagamento.
O governador do Banco de Portugal (BdP), Álvaro Santos Pereira, disse esta sexta-feira (dia 21 de novembro de 2026) que quem quer relaxar regras como a exigência de entrada no crédito habitação não aprendeu “com os erros do passado”.
Poder pagar a casa ao banco a longo prazo, durante 50 anos. A ideia foi lançada pelo governo dos EUA, tendo sido alvo de críticas por parte de decisores políticos e economistas, que consideram que um crédito habitação mais longo resolve poucos problemas de base do mercado residencial, como a falta de oferta de casas e as elevadas taxas de juro.
Este é um processo que se arrasta há vários anos, envolvendo a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a empresa falida Birchview. Em causa está um empreendimento imobiliário localizado no Algarve, denominado "The Keys", que é responsável por um buraco nas contas do banco público na ordem dos 300 milhões de euros, sendo a Birchview um dos seus maiores devedores. A CGD apenas conseguiu recuperar, até à data, menos de metade do montante emprestado.
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