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Salários: portugueses recebem menos 561 euros do que os alemães

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Autor: Redação

Um trabalhador português recebe, em média, 561 euros por mês. Um cenário bem diferente da Alemanha, onde um trabalhador com o mesmo grau de formação e tarefas recebe cerca de 1500 euros. Os dados são da European Trade Union (Confederação Europeia de Sindicatos) e dizem respeito ao fosso salarial entre os estados-membros da União Europeia. Os romenos são os mais mal pagos (onde a diferença ultrapassa os mil euros mensais), seguidos dos búlgaros, letões e húngaros.

As diferenças salariais são enormes - sobretudo se comparadas com a média alemã - e particularmente evidentes na Europa de Leste, refere o Dinheiro Vivo. Os valores apresentados foram ajustados segundo as estruturas económicas de cada país, nomeadamente com poder de compra de cada território, mas também de acordo com o grau de formação e qualificação de cada estado. 

"Os trabalhadores do noroeste europeu são mais bem pagos porque têm um sistema mais justo e mais transparente de fixação de salários, envolvendo os sindicatos nas negociações com os empregadores. Este é o ingrediente chave da prosperidade e do sucesso industrial da Alemanha, da Áustria, da Holanda e dos outros países a norte”, explica Esther Lynch, da Confederação dos Sindicatos. O estudo da organização aponta ainda o fosso salarial como "a principal origem das desigualdades na União Europeia".

O que dizem os dirigentes sindicais portugueses

O secretário geral da CGTP, Arménio Carlos, citado pelo jornal, refere que “o bloqueio à contratação coletiva tem levado a que continuemos a ter, anualmente, mais de um milhão de trabalhadores sem atualização salarial”. O dirigente sindical sublinha ainda as pressões para desvalorizar salários "por via de outras componentes como as horas extraordinárias, o trabalho ao sábado ou em horário noturno", e acrescenta que o estudo vem confirmar as crescentes desigualdades na Europa.  

Para o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, as diferenças entre rendimentos são abismais e fala da necessidade de se proceder a um aumento efetivo e capaz de estreitar o fosso existente. "Pretendemos que o salário mínimo suba para 585 euros em 2018 e, por que estamos convictos que o ritmo de crescimento económico se vai manter, queremos que vá além dos 600 euros em 2019”, refere.