Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Os 10 modelos de carros que os portugueses mais compraram em 2019

O Renault Clio voltou a ser o campeão de vendas. É o modelo mais comercializado em Portugal desde 2013.

Wikimedia commons
Wikimedia commons
Autor: Redação

Os números não deixam margem para dúvidas: os portugueses continuam (muito) fiéis ao famoso Renault Clio. Este carro voltou a ser, pelo sétimo ano consecutivo, o modelo mais vendido no país. Apesar de a marca francesa ter sofrido uma quebra de mais de 20% nas vendas deste modelo no mercado nacional, continuou a ser líder da tabela, tendo comercializado 10.649 unidades. O Mercedes Classe A subiu à segunda posição, com um disparo de 38% nas vendas. Foram transacionadas, neste caso, 7.830 unidades.

No Top 10 dos modelos mais vendidos no mercado nacional é notória a presença da marca Renault. Na terceira posição do ranking aparece o modelo Captur, que registou um incremento de 19% das vendas ao vender 7.370 automóveis, e no sétimo lugar o Megane (5.654 unidades).

Destaca-se ainda o Fiat Tipo, que subiu da 18ª posição, em 2018, para o quarto lugar da tabela no ano passado, segundo dados avançados pelo Negócios. Logo de seguida, e a ocupar o 5º lugar, o Citroen C3, que subiu as vendas 10,7%. Na sexta, oitava e nona posição aparecem três modelos da Peugeot, o 208, o 2008 e o 308, respetivamente.

A fechar os dez mais vendidos surge o modelo Ford Focus, que em 2019 vendeu 4.345 automóveis, com uma subida de 13,7%.

Novos carros a gasóleo emitem partículas acima do normal

Por outro lado, ficou entretanto a saber-se os novos veículos a diesel são altamente poluentes. A Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, de que a associação ambientalista Zero faz parte, veio alertar - com base num estudo que analisou dois dos modelos automóveis mais vendidos na Europa (modelo Qashqai da Nissan e o modelo Astra da Opel) - que “a poluição dos novos veículos a gasóleo atinge níveis mil vezes acima dos valores normais”.

De acordo com um comunicado da Zero, citada pela Lusa, a federação encomendou os testes a laboratórios independentes e defende que os legisladores europeus e nacionais “devem aceitar definitivamente que os veículos a gasóleo ainda são altamente poluentes e devem tomar medidas urgentes, como apertar os limites de emissão e os testes de emissões serem mais rigorosos”.

Nos testes encomendados, os dois modelos analisados “apresentaram valores entre 32% e 115% acima do limite legal de partículas, quando efetuavam estas limpezas do filtro de partículas em testes independentes”. Nas partículas ultrafinas, que não estão regulamentadas, “as emissões totais de partículas do Nissan Qashqai e Opel Astra aumentaram ainda entre 11 e 184%”.

A associação ambientalista explica que apesar de as partículas ultrafinas não serem medidas em testes oficiais, “são consideradas as mais nocivas para a saúde humana, pois penetram profundamente no organismo e estão associadas com o risco de cancro”.

A associação não tem dúvidas de que “os filtros de partículas são um elemento fundamental e proporcionam uma enorme redução da poluição dos veículos a gasóleo”, mas considera que “a legislação tem problemas de aplicação e que as emissões de partículas, nomeadamente de partículas finas e ultrafinas são ainda significativas”, pelo que só a “retirada progressiva dos veículos a gasóleo permitirá resolver os problemas de poluição por eles causados”.