Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Assim será transformado o Aquaparque em mega parque infantil e juvenil

Aquaparque Lisboa
Antigo parque aquático no Restelo está abandonado há mais de 25 anos / Visão
Autor: Redação

O Aquaparque do Restelo, em Lisboa, fechado há 25 anos após um trágico acidente que envolveu a morte de duas crianças, volta a reabrir as portas no próximo ano. O que era um edifício altamente degradado vai agora ser convertido num parque infantil e juvenil coberto e aberto ao público. O projeto da Câmara Municipal de Lisboa visa a construção de salas para quatro faixas etárias, vocacionadas para desde bebés a adolescentes, com equipamentos adequados às diferentes idades e que poderão ser utilizadas todas as estações do ano.

Depois de ter sido encerrado em 1993, durante anos, discutiu-se o destino do local, tendo a CML ter ponderado a conversão apenas em jardim. Isto depois de no final dos anos 90 do século passado ter chegado a haver um acordo de concessão a uma empresa privada, a Aventura em Lisboa, que ali queria fazer um parque temático - este projeto falhou, nomeadamente, por oposição dos vizinhos. 

Desde aí a zona esteve ao abandono mais de 20 anos. As obras já arrancaram e agora, onde estavam localizadas as piscinas, existe um grande espaço verde, de vários hectares, que já conta com um parque infantil a descoberto, e onde já brincam crianças, segundo relata a Lusa.

Parque aquático em funcionamento um ano após a inauguração / D.R./Visão
Parque aquático em funcionamento um ano após a inauguração / D.R./Visão

Como vai ser o novo espaço

“Houve uma primeira fase de renaturalização, retirada das piscinas, pôr prado, plantar árvores, construir um parque infantil cá fora, está feito”, conta citado pela agência de notícias o vereador José Sá Fernandes numa visita à obra.

Nessa zona existe também um pequeno anfiteatro que o município quer que seja usado “para pequenos concertos durante o dia, coisas informais”.

Em obra está atualmente a entrada do complexo, que também vai ter um parque infantil, que será dividido por quatro faixas etárias. 

“Aproveitámos estes pequenos edifícios que havia para fazer na mesma um parque infantil, mas coberto, que é uma coisa que faz falta em Lisboa, haver sítios que tenham cobertura para quando está mau tempo, chuva, vento, para as pessoas puderem usufruir”, explicou o autarca responsável pela Estrutura Verde.

O equipamento irá estar dotado também de uma zona ajardinada, de uma cafetaria, “que depois será concessionada”, e de casas de banho, ficando também apto para a realização de festas de aniversário.

“É um espaço aberto para as famílias, é para estar aberto todos os dias”, revelou o vereador, apontando que os portões serão fechados à noite.

CML
CML
CML
CML
CML
CML

Nome escolhido por lisboetas

De acordo com José Sá Fernandes, o investimento total andou “à volta de 750 mil euros”, e o objetivo é abrir o complexo “no primeiro dia da primavera de 2019”, que se comemora a 20 de março.

Quanto ao nome, o responsável disse à Lusa que ainda não está fechado e que vai pedir contributos à cidade antes de tomar uma decisão.

“Não se devem esquecer as tragédias, mas deve-se pensar no futuro”, advogou, afirmando que “depois as pessoas escolherão o nome mais adequado”.

Quanto aos transportes para a zona, José Sá Fernandes salientou que “está a ser tratado” pelo vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar, dado que “toda esta zona precisa de melhores transportes”.