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O património imobiliário dos chefes do Banco de Portugal visto à lupa

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Autor: Redação

A vice-governadora do Banco de Portugal, Elisa Ferreira, é entre todos os membros da cúpula do regulador a que mais investe em imobiliário, mas não é a única. Todos os administradores do supervisor financeiro têm investimentos no setor, incluíndo o governador, Carlos Costa. Casas, lojas, parques de estacionamento ou até uma exploração agrícola, o investimento é diversificado. 

Carlos Costa, por exemplo, é proprietário da Herdade do Cortiço, em Montemor-o-Novo, que comprou a Armando Vara, em 2007. O governador, em funções desde 2010 (tendo sido reconduzido em 2015) é também dono de outros cinco imóveis, o mais valioso deles localizado no Parque das Nações, em Lisboa, avaliado em 337 mil euros. Também tem imóveis na Foz do Porto, na Apúlia (Esposende) e Quarteira (Loulé), segundo noticia o ECO, depois de ter consultado as declarações que os elementos do conselho de administração do Banco de Portugal entregaram no Tribunal Constitucional aquando do início de funções.

Elisa Ferreira apresentava em junho de 2016 um vasto património imobiliário. A vice-governadora do Banco de Portugal declarou na altura 28 imóveis, entre habitações, garagens, lojas, armazéns e até uma propriedade agrícola, espalhados por Lisboa, Porto, Santo Tirso, Vila do Conde e Bruxelas. Na capital belga, a antiga eurodeputada revelou que tinha um apartamento situado na Rua Godecharle, no bairro de Ixelles.

No total, o seu ativo imobiliário, de acordo com o jornal, estava declarado com uma avaliação superior a um milhão de euros (excluindo o apartamento em Bruxelas).

Vários destes imóveis estavam arrendados, o que lhe permitiu extrair rendimentos de rendas de quase 50 mil euros, segundo a declaração que entregou ao Tribunal Constitucional. Por outro lado, indica a publicação, os rendimentos agrícolas ascenderam a 36,6 mil euros. 

O outro vice-governador do Banco de Portugal, Luís Máximo dos Santos, declarou em setembro de 2017 quatro imóveis, situados em Lisboa, Odivelas e Coruche (2).

 Luís Laginha de Sousa, administrador desde setembro de 2017, tem dois imóveis em Setúbal, embora não tenha declarado o valor patrimonial deles, segundo o ECO.

Por seu turno, a administradora Ana Paula Serra declarou um património imobiliário no valor de 400 mil euros, relativos a cinco imóveis: três no Porto, um em Caminha e outro em Âncora. Dois imóveis na cidade portuense eram detidos a meias com o irmão, Luís Carlos Serra.

E o administrador Hélder Rosalino, o segundo elemento mais antigo da atual administração do Banco de Portugal (depois de Carlos Costa), declarou em 2014 seis imóveis — localizados em Sintra, Ericeira e Cortegaça (ao lado de Esmoriz) — mas sem, de acordo com o ECO, indicar o seu valor patrimonial.