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Sonangol quer vender prédio em Lisboa (junto ao Saldanha) e antigo convento em Setúbal

Autor: Redação

A petrolífera estatal angolana Sonangol colocou à venda um imóvel situado na Avenida da República, perto do Saldanha, em Lisboa, e o antigo convento de Brancanes, em Setúbal, que já foi estabelecimento prisional. Os interessados têm menos de um mês para apresentarem propostas, o que pode significar que há alguma “pressa” em avançar com os negócios.

Segundo o Jornal de Negócios, que se apoia nos anúncios publicados esta sexta-feira (23 de agosto de 2019) na imprensa, a Sonangol receberá propostas em carta fechada pelo edifício localizado junto ao Saldanha até 10 de setembro. E mais: o contrato promessa de compra e venda deve ser assinado até 15 de setembro e a escritura definitiva deve ser realizada até 31 de dezembro.

Os interessados devem dirigir as respetivas propostas à Puaça – Administração e Gestão, uma subsidiária detida a 100% pela Sonangol e presidida por Carlos Saturnino, ex-presidente da petrolífera angolana.

O edifício em causa, localizado na Avenida da República, nos números 5 a 7, foi comprado pela Sonangol em 2009 quando estava ainda inacabado e depois de ter estado vários anos embargado, escreve o Jornal Económico, acrescentando que o imóvel, que foi adquirido por 38,5 milhões de euros – na altura pertencia à Augusta Sociedade de Construções –, pode valer atualmente mais de 60 milhões de euros, caso estivesse concluído e tivesse como destino o setor residencial.

No que diz respeito ao antigo convento de Brancanes, foi colocado à venda pela Sonangol através da subsidiária Diraniprojects III – Projectos Imobiliários, detida na íntegra pela petrolífera. As propostas em carta fechada devem ser entregues até 15 de setembro.

De acordo com o Jornal Económico, que cita o anúncio, a “propriedade pode vir a permitir uma potencial área de construção de cerca de 20.000 metros quadrados (m2)”. A construção original data do final do século XVII e o imóvel, localizado entre Azeitão e Setúbal, chegou a servir de prisão entre 1998 e 2005, acrescenta a publicação.