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Investidor imobiliário entre novos donos da TVI - a par de Cristina Ferreira, Tony Carreira e Abrunhosa

A espanhola Prisa anunciou a venda totalidade da sua participação na Media Capital, dona da TVI, a um conjunto de investidores portugueses.

Edifício da redação e dos estúdios da TVI, em Queluz de Baixo, Oeiras / Google Maps
Edifício da redação e dos estúdios da TVI, em Queluz de Baixo, Oeiras / Google Maps
Autor: Redação

Os espanhóis da Prisa venderam a totalidade da sua posição na Media Capital, dona da TVI, a um conjunto de investidores portugueses por 36,85 milhões de euros, segundo informação enviada à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Madrid. Ao que tudo indica, entre os novos donos estão alguns empresários, como o grupo Triun, que investe em imobiliário e agricultura - é presidido por por Paulo Gaspar, filho de Avelino Gaspar, presidente da Lusiaves -, e João Serrenho, dono da CIN, que passarão a ter cerca de 20% e 10%, respetivamente, mas também personalidades como Tony Carreira, Cristina Ferreira e Pedro Abrunhosa.

Se o negócio se confirmar, o segundo maior acionista será, de facto, o grupo Triun, de acordo com a notícia avançada pelo Expresso. Mas na lista dos investidores - uma estrutura plural com mais de dez acionistas – aparecem ainda outras referências, como Luís Guimarães, da Polopique, e o grupo IGB. O conjunto de novos investidores vai juntar-se a Mário Ferreira, empresário dono do grupo Douro Azul, que em meados de maio comprou 30,22% do capital da Media Capital por 10,5 milhões de euros.

Entretanto, o presidente executivo da CIN, João Serrenho, já veio confirmar ser um investidores envolvidos na compra de 64,47% da Media Capital, tendo aproveitado "alguma liquidez disponível" para participar, "com cerca de 5%", no que pode ser um "negócio interessante", segundo as declarações à Lusa. Ainda assim, e salientando que o negócio "não está fechado", já que "é preciso pedir autorizações, o que não é pouco", o empresário disse tratar-se, "para já", de uma "declaração de intenções". "Não comprei nada. Só compro quando der dinheiro em troca de alguma coisa, mas ainda não dei dinheiro nenhum nem recebi nada", frisou.

Negócio pendente de autorizações

A Prisa iniciou o processo de desinvestimento na Media Capital e reduziu a sua posição de 94,69% para 64,47% na dona da TVI a 14 de maio, quando o empresário Mário Ferreira comprou 30,22%, através da Pluris Investments. Segundo um comunicado da espanhola, os acordos para a compra da totalidade da sua posição realizaram-se simultaneamente mediante "transmissões independentes em bloco das ações" por um preço total de 36,8 milhões de euros, o que "representa uma valorização implícita da empresa ("enterprise value") de 150 milhões de euros e um bónus de 63% em relação ao preço por ação oferecido pela Cofina na sua oferta pública voluntária sobre as ações da Media Capital", publicada no passado dia 12 de agosto.

De acordo com as estimativas da empresa espanhola, esta transação terá como resultado uma perda contabilística nas contas individuais e consolidadas da Prisa de aproximadamente 48,5 milhões de euros. Apesar disso, a Prisa recorda ainda que a operação está condicionada à obtenção de um "waiver" (autorização) de determinados credores financeiros da Prisa, bem como a autorização das autoridades reguladoras portuguesas.