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Antigas estações de comboio vão transformar-se em locais de atração turística

Em causa está o novo programa do Governo Revive Ferrovia, que irá concessionar os imóveis a privados. Espaços podem ser convertidos em alojamento ou até restaurantes.

Imagem de ricmac32 por Pixabay
Imagem de ricmac32 por Pixabay
Autor: Redação

Trinta estações ferroviárias desativadas, localizadas nas regiões Norte e do Alentejo, foram selecionadas para acolherem novamente visitantes. Integram o Revive Ferrovia, o novo programa do Governo que pretende dar nova vida a estes espaços por todo o país. Na prática, estes imóveis serão concessionados a privados, mediante concurso público, reabilitados e reconvertidos para fins turísticos. Podem dar lugar a unidades de alojamento ou até restaurantes.

O programa Revive Ferrovia resulta do acordo de cooperação entre a Turismo Fundos, em representação do Fundo Revive Natureza, e a IP Património - Administração e Gestão Imobiliária, S.A. A oficialização do acordo decorreu esta terça-feira, 29 de setembro de 2020, em Sousel (distrito de Portalegre), numa das trinta ferroviárias desativadas, que marcam, para já, e numa fase inicial, o arranque do programa. 

Além dos edifícios de passageiros das estações ferroviárias, juntam-se ainda diferentes tipologias de edifícios, tais como cais cobertos, armazéns, habitações, bem como terrenos adjacentes, que também poderão ser utilizados. O objetivo, uma vez mais, de acordo com a secretaria de Estado do Turismo, e à semelhança do que já se faz no Revive Natureza, passa pela  "valorização de imóveis públicos devolutos inseridos em património natural", permitindo dar-lhes "novas utilizações, que beneficiem as comunidades locais, atraiam novos visitantes e fixem novos residentes".

Estações podem virar unidades de alojamento ou até restaurantes 

“É um programa que segue o modelo dos Revive anteriores. Ou seja, vai facilitar a reabilitação e animação turística de imóveis que se encontram num estado devoluto”, afirmou a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, na cerimónia que formalizou a criação do programa, citada pela Lusa. 

A secretária de Estado vincou que não compete ao Governo “impor limites” quanto aos projetos a implementar nas estações, mas sim “garantir que há financiamento e condições para que as visões e os sonhos dos empresários possam ser materializados”.

“Estamos a falar de espaços que, na nossa perspetiva, podem ser requalificados para unidades de alojamento, espaços de restauração e animação turística”, mas “a nossa prioridade é garantir que existem condições para requalificar esses espaços”, sublinhou.