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Horas ao computador e vida sedentária: assim será o corpo dos trabalhadores daqui a 20 anos

Emma, a "colega do futuro", é um robô criado para mostrar os efeitos a longo prazo de como se trabalha atualmente e riscos de saúde.

Meet Emma Our Work Colleague of the Future / https://www.fellowes.com/
Meet Emma Our Work Colleague of the Future / https://www.fellowes.com/
Autor: Redação

Ligeiramente corcundas, com a pele mais pálida, eczemas, varizes, mais pelos nasais e nos ouvidos, estômago e seios ligeiramente inchados, fadiga ocular e dores de cabeça. Esta será a fatura a pagar, dentro de 20 anos, pelos trabalhadores atualmente na vida laboral, que passam horas ao computador e têm um estilo de vida sedentário. Más posturas, excesso de exposição a luz artificial e má qualidade do ar dos edifícios estarão na origem da fisionomia e problemas de saúde do futuro, que desde já se podem antecipar, avisam os especialistas. 

E para ajudar a demonstrar tudo isto, apresentamos-te Emma, a “trabalhadora do futuro”, um robô que foi criado para dar a conhecer, com maior realidade, os efeitos, a longo prazo, que o aumento do tempo passado ao ecrã do computador a trabalhar terá nos corpos dos trabalhdores de escritório, com evidentes impactos físicos e psicológicos.

Este robô faz parte de uma pesquisa realizada em 2019, encomendada pela empresa de equipamentos ergonómicos de escritório Fellowes Brands, que - em parceria com o futurista comportamental William Higham e outros especialistas - tinha como objetivo apurar os reais efeitos para a saúde que a má postura constante e as poucas alterações no local de trabalho terão para os trabalhadores.

Segundo o investigador Emma é o exemplo do que poderia acontecer com alguém “caso tudo corresse mal”. Para William Higham, citado pelo The Huffington Post, este robô conseguiu fazer com que as pessoas percebessem os riscos de saúde com mais clareza, pelo impacto visual e pela proximidade com que estavam a essa realidade. “Quando se começa a dizer ‘isto pode ser consigo’, ‘no futuro pode ficar assim’, acho que as pessoas se identificam mais facilmente com o problema”, explicou.

O investigador comportamental recomenda às empresas que invistam em melhores condições de trabalho e aos trabalhadores interpela-os a fazer mais pausas, levantar-se mais vezes da secretária (pelo menos uma por hora) e tenta garantir que não permanecem na mesma posição durante longos períodos de tempo. Caso contrário, os efeitos podem mesmo ser complicados, levando a casos de envelhecimento precoce, cifose e osteoporose, por exemplo.