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Desemprego sobe em maio na zona euro e UE  - em Portugal a taxa “real” pode superar os 14%

A taxa de desemprego subiu, em maio, para os 7,4% na zona euro e na 6,7% na União Europeia (UE), um mês ainda marcado pelas medidas de confinamento.

Eurostat
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Autor: Redação

A taxa de desemprego subiu, em maio, para os 7,4% na zona euro e na 6,7% na União Europeia (UE), um mês ainda marcado pelas medidas de confinamento devido à pandemia da Covid-19, segundo os dados divulgados pelo Eurostat. Nesse mês, e de acordo com os indicadores do Instituto Nacional de Estatísitca (INE), o desemprego em Portugal estava em níveis mínimos, nos 5,5%, isto porque, na prática, os desempregados estão a ser classificados como inativos.

Eurostat estima que 14,366 milhões de homens e mulheres na UE, dos quais 12,146 milhões na Zona Euro, estejam sem emprego em maio. Em comparação com abril, o número de pessoas desempregadas aumentou 253.000 na UE e 159.000 na zona euro. De acordo com o gabinete estatístico europeu, na zona euro, a taxa de desemprego avançou face à de 7,3% de abril e à de 7,5% registada em maio de 2019. Na UE, os 6,7% de maio comparam-se com os 6,6% de abril e os 6,3% homólogos.

O gabinete estatístico europeu não faz, neste boletim, as habituais comparações por Estado-membro e alerta que estes dados não espelham a realidade, uma vez que as estimativas são baseadas na definição padrão de desemprego da Organização Mundial do Trabalho, que designa como desempregadas as pessoas sem trabalho e que estavam ativamente à procura de um emprego nas quatro semanas anteriores.

Desemprego “real” em Portugal pode ultrapassar os 14%

Segundo os indicadores divulgados esta quarta-feira, 1 de julho de 2020,  pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em maio, a taxa de desemprego caiu para os 5,5%, o que compara com a taxa de 6,3% registada em abril. Isto porque é no grupo dos inativos que estão a ser enquadrados os milhares de desempregados, tal como explica o jornal Expresso. E é por isso que a taxa de subutilização do trabalho, que já vai nos 14,2%, é um indicador mais próximo do desemprego “real” do que a própria taxa de desemprego.