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Adeus cimento, olá cânhamo. Esta é a estratégia das construtoras para reduzir poluição

Wikimedia commons
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Autor: Redação

As construtoras (também) estão à procura de alternativas para reduzir a pegada ambiental, nomeadamente através do uso de materiais ecológicos. Uma das soluções poderá passar pelo uso do cânhamo, uma opção que é mais ecológica e sustentável que o cimento. 

Segundo a Bloomberg, num artigo intitulado “Builders are Swapping Cement for Weed to Reduce Pollution”, as empresas fabricantes de cimento são responsáveis por cerca de 7% do dióxido de carbono global emitido na atmosfera todos os anos. 

A publicação escreve que os campos de cânhamo que brotam numa parte do Canadá mais conhecida pela sua grande reserva de petróleo mostram como as mudanças climáticas têm transformado o setor da construção.

De resto, o negócio de Mac Radford, a JustBioFiber Structural Solutions – está na vanguarda das empresas que usam o cânhamo para mitigar os gases de efeito estufa que causam o aquecimento global –, vai de vento em popa. O responsável disse, citado pela publicação, que não consegue responder a todos os pedidos de materiais ecológicos de construtoras que tentam diminuir as suas pegadas de carbono. 

O que é o cânhamo?

Trata-se, de acordo com a definição dada pelo Priberam, de um “arbusto (Cannabis sativa), da família das moráceas, de folhas palmadas, cultivada pelo seu caule, que fornece uma excelente fibra têxtil, e pelas suas sementes, que dão um óleo”. “As flores e folhas são também usadas como droga entorpecente”, lê-se no site do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP).