Coimbra transforma área habitacional do iParque em zona industrial

Autarquia fala da necessidade de atrair investimento no setor tecnológico, que requer espaço de escritórios.
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Foto de Egor Kunovsky no Unsplash
Lusa
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A Câmara de Coimbra vai transformar a terceira fase do parque tecnológico iParque, com 20 hectares reservados para área habitacional, numa zona industrial, afirmou o presidente do município.

“O objetivo primeiro é desenvolver o iParque, nomeadamente transformar a 3.ª fase do iParque, que era uma fase habitacional, numa fase industrial. São mais 20 hectares de área industrial”, disse José Manuel Silva, que falava com os jornalistas após a cerimónia de inauguração do centro avançado de tecnologia da multinacional Accenture em Coimbra.

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Falando da necessidade de aumentar as áreas do concelho destinadas à indústria, o autarca realçou a importância de alargar a área reservada para esse efeito no iParque.

“Paralelamente, e em simultâneo, vamos criar uma nova grande área industrial para receber indústrias de maior dimensão, que pedem 10, 20 ou 30 hectares”, referiu o presidente da Câmara de Coimbra, escusando-se a divulgar qual o local que está a ser pensado para esse novo investimento.

Para José Manuel Silva, para além da necessidade de atrair investimento no setor tecnológico, que requer espaço de escritórios, é importante garantir indústria no concelho.

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Coimbra não tem espaço para grandes indústrias

“Queremos emprego para todos os níveis de formação. Precisamos de ter indústria e, para a instalação de grandes indústrias, Coimbra ainda não tem espaços”, notou.

Depois de ter conseguido atrair multinacionais como a Deloitte, Airbus e Accenture, José Manuel Silva admitiu que “há mais empresas na calha”, apesar de admitir falta de escritórios na cidade.

“Estamos a ocupar todos os espaços disponíveis para instalação de empresas. Estamos a instalar também no Estádio Municipal e estamos a desafiar empresários para construírem em projetos mais abrangentes torres de escritórios, para instalarmos empresas”, disse.

O autarca apontou para o caso de uma empresa canadiana que se pondera instalar em Coimbra, “na área da inteligência artificial e saúde, e procura um espaço de mil metros quadrados para começar a instalar-se”.

“Precisamos de espaços de escritórios e não havia essa cultura em Coimbra. Temos alguma dificuldade na procura desses espaços”, vincou, referindo também que a construção do Campus da Justiça permitiria libertar espaços ocupados pela justiça na Torre Arnado, onde está instalada a Accenture.

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