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Freeport Alcochete vendido a britânicos

Wikimedia commons
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Autor: Redação

O “outlet” Freeport de Alcochete foi vendido no final do ano passado à VIA Outlets, detida pelo grupo britânico de imobiliário Hammerson. A operação, que foi fechada no segundo semestre em total secretismo, envolve além do “outlet” português mais dois ativos que eram detidos até então pelo grupo norte-americano Carlyle: um centro comercial na Suécia e outro na República Checa.

No site da Hammerson podia ler-se, no passado mês de novembro, que o grupo britânico detém 47% do capital da VIA Outlets e que irá contribuir com cerca de 57 milhões de euros para esta aquisição.

Em declarações do Diário Económico, fonte oficial do Freeport limitou-se a confirmar as informações veiculadas no comunicado enviado pela Hammerson. A publicação escreve que a consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W) esteve envolvida no negócio representando uma das partes.

“Esta aquisição aumenta a nossa escala no mercado europeu de ‘outlets', sendo que acreditamos que irá trazer retorno”, revela o presidente executivo da Hammerson, David Atkins, no comunicado. A empresa considera que o espaço português é o que tem maior peso no negócio e o que tem melhor desempenho. 

Sublinhe-se que a construção do Freeport Alcochete – tem cerca de 170 lojas, entre elas marcas como Carolina Herrera, Armani ou Burberry – esteve envolta em polémica. O Ministério Público chegou a considerar que houve irregularidades na aprovação da licença para a construção do centro comercial, por estar instalado numa área protegida. Coube ao Ministério do Ambiente, tutelado na altura por José Sócrates, dar o aval para a obra.