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Novo Banco quer vender Herdade do Pinheirinho em Melides

praia da galé
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Autor: Redação

O Novo Banco, que "herdou" a Herdade do Pinheirinho por incumprimento de créditos, tem como objetivo alienar o empreendimento imobiliário e turístico localizado em Melides, no concelho de Grândola. Classificado com o selo de Potencial Interesse Nacional (PIN), foi em 2017 que este ativo foi parar às mãos da instituição liderada por António Ramalho.

Anunciado em 2007 com pompa e circunstância pelo ministro da Economia da época, Manuel Pinho, o projeto - que foi alvo de contestação de ambientalistas por ocupar terrenos de uma área protegida - estava a ser promovido pela sociedade Pelicano. 

Era previsto um investimento na ordem dos 167 milhões no desenvolvimento de dois hotéis, três aldeamentos, quatro aparthotéis e moradias, e um campo de golfe. E eram prometidos ser criados 2.000 postos de trabalho, diretos e indiretos.

Segundo noticiou a imprensa da época altura, o objetivo da promotora imobiliária, presidida por Joaquim Mendes Duarte, era que a primeira fase do projeto ficasse concluída em 2009, iniciando-se a comercialização no ano anterior. O público-alvo passava por britânicos e irlandeses, mas também queria atrair investidores árabes. 

A gestão ficaria, posteriormente, a cargo do grupo hoteleiro Hyatt, subindo o investimento prometido para 250 milhões. Mas o empreendimento ficou quase todo por construir: apenas o campo de golfe ocupa o território localizado no concelho de Grândola. E, em 2017, foi parar às mãos do banco presidido por António Ramalho.

De PIN  a projeto fantasma

"Oportunamente, queremos vender este ativo", é o que responde o gabinete de comunicação da entidade herdeira do Banco Espírito Santo citado pelo Negócios, sem revelar mais detalhes.

O jornal conta que são duas as sociedades de promoção imobiliária que passaram a ser consolidadas, a partir de 2017, nas contas do banco liderado por António Ramalho: a Herdade do Pinheirinho Resort, SA; e a Herdade do Pinheirinho II - Investimento Imobiliário, SA. A primeira foi criada em 2007 e a segunda em 2008. 

Estas empresas pertenciam à promotora Pelicano, que tinha, em 2015, apresentado um plano de revitalização (PER), que foi aprovado pelos credores em novembro de 2016. Havia 447 credores, que reclamavam 204 milhões de euros. Destes, 69%, ou 140 milhões, eram devidos ao Novo Banco.