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Empresa de Almerindo Marques volta a liderar construtora Opway

Photo by EJ Yao on Unsplash
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Autor: Redação

A venda da Opway, construtora portuguesa no mercado desde 2008, à Nacala Holdings foi revertida, o que faz com que os antigos donos tenham ficado de novo com o capital da empresa. O regresso da empresa para o universo da Spring Charisma – liderada por Almerindo Marques, Miguel Mateus e Paulo Curado – terá ocorrido em dezembro passado.

Um dos argumentos apresentados para a reversão do negócio, segundo conta o Jornal de Negócios, foi o alegado incumprimento contratual do contrato de venda por parte da empresa detida por Gilberto Rodrigues e Pedro Antelo, ex-quadros da Mota-Engil.

A Spring Charisma também terá alegado o facto de a Nacala Holdings ter assumido o compromisso de capitalização da Opway, o que não terá acontecido. E a Nacala Holdings, tal como diz ainda o diário, não terá levantado oposição quanto à reversão da venda da construtora que tinha comprado em 2017.

Nesta nova vida, a Opway conta agora com um novo conselho de administração desde o final de março, liderado por Luís Duarte, que já fazia parte da equipa gestão. O outro membro da administração é Daniel Lucas, ligado à empresa moçambicana Nadhari, e que, em 2015, apresentou a proposta mais alta pela Opway no leilão realizado pela Espírito Santo Industrial, que detinha o capital da empresa. Mas o negócio não se concretizou.

Colapso do BES com impacto negativo

A história do grupo Opway nasceu com a aquisição da Sopol pela Opca, empresas fundadas em 1959 e em 1932, respetivamente. Do seu percurso, fazem parte algumas obras emblemáticas como o Parque Palácio no Estoril, o Fórum Barreiro, os edifícios no Aeroporto de Beja, o ‘data center’ da Covilhã da PT e a nova sede da Polícia Judiciária de Lisboa.

A crise no setor da construção obrigou a avançar, em 2010, com um processo de reestruturação. Mas a conclusão do processo coincidiu com o colapso da sua principal acionista da altura, o Grupo Espírito Santo.

A intervenção do Banco de Portugal no BES, em 2014, fez com que as garantias dadas pela instituição financeira para a Opway exercer atividade fossem consideradas nulas. Este cenário obrigou a uma segunda reestruturação que culminou no recurso ao Processo Especial de Revitalização, no início de 2015. Esta decisão da equipa de gestão liderada por Almerindo Marques foi usada como estratégia para evitar ações judiciais que levassem à sua insolvência.