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Guia para conseguir comprar casa num cenário de bolha imobiliária

Autor: Redação

As taxas de juro na zona Euro nunca estiveram tão baixas, o que é um incentivo a pedir um crédito à habitação. Mas, antes de avançares para a contratação de um financiamento destes, lembra-te que é provável que voltem a subir (em 2008 a Euribor, que serve de base à grande maioria dos empréstimos para a compra de casa em Portugal, chegou a 5%). Com o atual aumento do valor médio dos imóveis, em alta, se alguma crise se voltar a instalar, podes depois não conseguir vender a tua casa pelo preço que estás agora a pagar e ficares com uma dívida maior junto do banco.

Por isso, para prevenir cenários de crise, se conseguires, dá a maior entrada possível na compra. recomenda a revista Proteste. E se comprar casa na cidade representar um grande esforço, tenta procurar nas zonas limítrofes, onde o preço das casas é ainda mais baixo. Feitas as contas, mesmo contando com as deslocações para ir trabalhar, podes ganhar em qualidade de vida e poupar alguns euros ao final do mês e de alguns anos, aconselha ainda a revista de defesa de Consumidores.

O Índice de Preços da Habitação em Portugal no primeiro trimestre de 2017 cresceu 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Em 2016, dados da Comissão Europeia já indicavam uma subida de 7,6% do valor médio do imobiliário em Portugal, com os preços das casas a recuperarem valores de antes da crise. 

Por outro lado, escolher bem o crédito à habitação também te ajuda a poupar. Faz uma ronda pelo mercado, vê as ofertas de todos os bancos e faz contas. Até porque, segundo diz a Proteste, o arrendamento não é uma alternativa em Lisboa ou no Porto, devido à escassez de alojamento disponível e aos preços demasiado altos.