Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Porto já tem Estratégia Local de Habitação, mas é "insuficiente" para resolver problemas

"A generalidade dos municípios continuará incapaz de resolver a falta de habitação", diz vereador municipal da Habitação.

Photo by Kelvyn Ornettte Sol Marte on Unsplash
Photo by Kelvyn Ornettte Sol Marte on Unsplash
Autor: Redação

O Porto aprovou, esta segunda-feira (09 de dezembro de 2019) a sua Estratégia Local de Habitação que visa ajudar a combater as carências habitacionais do município, ficando assim mais próxima de poder apresentar a sua candidatura ao Programa de Apoio ao Acesso à Habitação — 1.º Direito. Mas a autarquia diz que esta iniciativa ficará, no entanto, "aquém" para cobrir as necessidades, até 2024, que sofre atualmente a população local, não só na cidade do Porto, como já em toda a área metropolitana, devido aos altos preços das casas, para comprar e arrendar.

Destacando que em Portugal o tema é habitação e infraestruturas coletivas exige um esforço da administração pública local de 91,3% - enquanto a média europeia se situa nos 54% -, o presidente da Câmara do Porto declarou que o 1º Direito não vai mudar este panorama: “Permite-nos ir buscar novas fontes de financiamento. Precisávamos de habitação nova. A reabilitação vai continuar. Mas é uma coisa um pouco paliativa, não vai resolver os grandes impactos com que estamos confrontados. É uma coisa um pouco avassalador.”

Rui Moreira, citado pelo Público, foi acompanhado pelo seu vereador da Habitação, Fernando Paulo, nas críticas ao Estado Central. “Aquilo que é definido pelo Governo fica muito aquém do problema”, afirmou. A generalidade dos municípios continuará incapaz de resolver a falta de habitação, apontou, sublinhando o “peso excessivo” das rendas no orçamento familiar. A falta de casas já não é uma realidade exclusiva do Porto, mas de “toda a área metropolitana” - e isso causa um efeito bola de neve na questão.

Apesar da admissão de problemas, o executivo de Rui Moreira sublinha que a sua política de habitação não se esgota nesta estratégia, que, com 119 milhões de euros, pretende eliminar situações de grave carência habitacional de três mil famílias e prevê, entre outras coisas, a reabilitação de 720 ilhas, 1365 habitações sociais e apoio directo a 315 famílias, tal como escreve o diário.

Etiquetas
Porto