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Assim se vive numa das ilhas mais isoladas do mundo

Autor: Redação

Os quase 600 habitantes do Arquipélago Juan Fernández vivem praticamente isolados. Situado a 600 quilómetros da costa do Chile, o arquipélago também é conhecido como as ilhas “Robinson Crusoe”. No século XVIII, o marinheiro Alejandro Selkirk passou ali cinco anos e a sua história inspirou o romance de Daniel Defoe.

O facto de estar isolada e a complexidade de acessos desde o continente fez com que a sua natureza se mantenha quase intacta, mas o dia a dia no arquipélago não é fácil: não há bancos, médicos especializados ou universidades, por exemplo.

Rumar ao continente é quase uma obrigação para a maioria dos habitantes, um cenário que está, no entanto, cada vez mais dificultado. Isto porque o Governo do Chile anunciou que durante os meses de inverno (entre maio a agosto) os voos foram reduzidos de oito para três vezes por mês. “Mesmo oito voos mensais são insuficientes para permitir que todos os habitantes viagem uma vez por ano”, disse o autarca local.

Na verdade, encontrar um voo numa das companhias aéreas com rotas para Juan Fernández é um desafio – e a aterragem não é fácil –, sendo que também é possível chegar ao arquipélago de barco desde Valparaíso (Chile).

Em 2010, na sequência de um sismo, seguido de um tsunami, uma dezena de pessoas morreram e outras seis continuam desaparecidas. Na altura, ondas de 15 metros entraram ilha a dentro e espalharam o pânico, com os sistemas de alarme a não funcionarem como deviam.

Um ano depois, nova catástrofe. Um avião militar despenhou-se ao tentar aterrar, tendo morrido os 21 ocupantes da aeronave, incluindo funcionários, jornalistas e membros da Força Aérea chilena.