Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Palmira começa a ser restaurada no verão

Wikimedia commons
Wikimedia commons
Autor: Redação

Os trabalhos de restauração das ruínas da cidade milenar síria de Palmira, classificada como Património Mundial pela UNESCO, começam no verão. A histórica cidade esteve quase durante um ano sob o controlo do grupo extremista Estado Islâmico (EI) e está agora de novo nas mãos do governo sírio.

“Vamos começar a restauração pela cidadela, mas primeiro temos de garantir que não existe qualquer mina ou explosivo naquela zona”, disse Maamun Abdelkarim, diretor de Antiguidades e Museus da Síria, em declarações à agência de notícias espanhola EFE.

Depois de as autoridades sírias terem terminado na segunda-feira a desminagem da zona arqueológica, onde existem ruínas greco-romanas, uma equipa da Direção-Geral das Antiguidades chegou hoje de manhã a Palmira para avaliar a dimensão dos danos, um processo que irá prolongar-se durante os próximos dois meses, escreve a TSF.

“A situação geral é boa, uma vez que 80% da zona antiga está preservada”, contou Maamun Abdelkarim, que está em contacto com os peritos destacados para Palmira e que teve acesso às imagens mais recentes das ruínas.

Desde que assumiram o controlo da cidade milenar, os jihadistas destruíram, com recurso a explosivos, três torres funerárias do século I, o templo de Bel, o templo Bal Shamin e o arco do triunfo. Os arqueólogos verificaram danos nas ruínas greco-romanas, localizadas nos arredores da cidade, mas também no museu de Palmira, onde o EI danificou estátuas.

“Eles destruíram os rostos de 20 estátuas que estavam no museu por motivos religiosos, já que este grupo tem uma ideologia extremista”, disse o responsável, adiantando que os rostos das estátuas podem vir a ser reconstruídos.

Palmira foi classificada como Património Mundial pela UNESCO em 1980. A “pérola do deserto"”, como é apelidada esta cidade com mais de 2.000 anos, está situada a cerca de 210 quilómetros a nordeste da capital síria, Damasco.