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O antes e depois do Museu Nacional do Rio de Janeiro destruído pelo fogo

Museu Nacional/ UFRJ e @Ricardo_Abreu_Twitter
Museu Nacional/ UFRJ e @Ricardo_Abreu_Twitter
Autor: Redação

Mais de 200 anos de história queimados. É este o rescaldo provisório do incêndio de grandes dimensões que destruiu o Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, este domingo (2 de setembro de 2018). As chamas não causaram vítimas, mas provocaram o desaparecimento de todo o acervo do museu, tendo-se perdido muitas peças históricas.

"O arquivo de 200 anos virou pó", lamentou o vice-diretor do Museu Nacional, Dias Duarte, citado pelo Expresso, que qualificou o incêndio como uma "catástrofe insuportável". "São 200 anos de memória, ciência, cultura e educação", disse, criticando ainda a "falta de suporte e consciência da classe política brasileira". Dias Duarte lembrou ainda que no aniversário dos 200 anos da instituição – assinalada este ano –, nenhum ministro de Estado aceitou participar nas comemorações.

O Ministério da Educação lamentou o sucedido e garantiu que "não medirá esforços para auxiliar a universidade no que for necessário para a recuperação do património histórico. O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, afirmou à Globo que o ocorrido é parte do "processo de negligência de anos anteriores". "Que isso sirva de alerta para que não aconteça em outros museus", recomendou. 

O museu detinha um acervo composto por mais de 20 milhões de itens distribuídos por coleções que servem de base para a pesquisa desenvolvida pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Vertebrados e Invertebrados, escreve a Lusa. O esqueleto de Luzia, com 12 mil anos, e o meteorito Bendegó, encontrado em 1784, serão algumas das maiores perdas.

O Presidente Michel Temer também já reagiu, afirmando que a perda do acervo do Museu Nacional é “incalculável para o Brasil”. O presidente brasileiro lamenta que tenham sido "perdidos 200 anos de trabalho, pesquisa e conhecimento", acrescentando ainda que este "é um dia triste para todos brasileiros".