Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Rua de Londres revestida com 40 toneladas de mármore português

Lusa
Lusa
Autor: Redação

A rua Mint Street, em Londres, está desde quarta-feira (31 de outubro de 2018) revestida com mármore português, no âmbito do Festival de Design de Londres. Trata-se de uma iniciativa que junta a Experimenta Design e da Assimagra - Associação dos Recursos Minerais de Portugal, num programa de internacionalização da pedra portuguesa.

A intervenção, descrita como "um tapete de mármore reciclado", foi feita com excedente da pedra que é rejeitada por empreiteiros, arquitetos e designers devido a falhas, descoloração ou imperfeições e que normalmente é enviado para escombreiras, os aterros das pedreiras, conta a Lusa.

Pedra do Alentejo a forrar a "city"

Na obra foram usadas 40 toneladas de mármore em vários tons de rosa e azul, transportados em dois camiões a partir de Estremoz, no Alentejo.

O projeto foi desenvolvido pelo designer cipriota Michael Anastassiades para o programa Primeira Pedra, da Associação Portuguesa dos Industriais dos Mármores, Granitos e Ramos Afins (Assimagra), e a associação cultural Experimenta Design, em parceria com o Festival de Design de Londres.

“É uma forma de contribuir para a comunidade e tornar distintiva uma área que não é uma parte nobre da cidade, dando um motivo de orgulho aos moradores, e, ao mesmo tempo, celebrar o mármore e mudar a percepção de que aquele que não é usado não tem qualidade", adiantou o diretor do evento, Bem Evans, à agência de notícias.

Intervenção quer aumentar visibilidade da alma lusa

O presidente da Assimagra, Miguel Goulão, espera que a intervenção permita aumentar a visibilidade da rocha ornamental portuguesa, cuja indústria representa um volume de negócios anual de 1,2 mil milhões de euros e exportações de 350 milhões de euros, dos quais 21 milhões de euros para o Reino Unido.

“Quando conseguimos que estes grandes designers e arquitectos que trabalharam connosco no projeto Primeira Pedra se despertem para o interesse daquilo que é o nosso produto, estas coisas podem acontecer. E, no futuro, não tenho a menor dúvida de que elas acontecerão em muito maior escala, porque isto é dar a visibilidade que a nossa pedra merece e já merecia há muito tempo", adiantou o responsável.