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Realeza do aço alemã vende império para “sobreviver”: histórica Vila Huegel está em risco

Mansão neoclássica era a antiga residência do magnata do aço Alfred Krupp e hoje em dia recebe turistas.

Villa Huegel em Essen, Alemanha / Wikimedia commons
Villa Huegel em Essen, Alemanha / Wikimedia commons
Autor: Redação

A colossal Thyssenkrupp está a viver dias difíceis. Para sobreviver, e evitar males maiores, a empresa alemã está a vender alguns ativos do seu império e a desinvestir, por exemplo, na área de componentes automóveis. O declínio da empresa está a preocupar a classe política, que olha para o que está a acontecer como um mau presságio para a economia do país.

A sobrevivência da Vila Huegel, nas margens do rio Ruhr, uma mansão neoclássica que era a antiga residência do magnata do aço Alfred Krupp, pode também estar em risco. A Vila assemelha-se mais a um palácio que a uma casa. Ali existe uma biblioteca com painéis de madeira, elaboradas tapeçarias flamengas e lustres brilhantes pendurados nos tetos, segundo a descrição da Bloomberg, que avança a notícia.

A mansão é uma homenagem à riqueza de Krupp como líder da revolução industrial da Alemanha no século XIX. “Se o vale do Ruhr fosse a casa de máquinas da economia, a Vila Huegel seria sua ponte de comando”, lê-se na publicação. O famoso nome Krupp juntou-se à dinastia do aço Thyssen durante a operação de fusão, em 1999.

A situação da Thyssenkrupp, antes em pé de igualdade com gigantes de engenharia alemãs como Siemens e Daimler, espelha a desaceleração da economia e erros de gestão, que obrigam a empresa a vender ativos para “tapar buracos no balanço”.

Líder da revolução industrial alemã precisa de dinheiro para pagar as dívidas e sobreviver

A fundação que administra a Vila Huegel é uma grande parte interessada, depende de dividendos para cobrir os gastos, que incluem subsídios à investigação, bolsas de estudo culturais e manutenção da bem cuidada propriedade.

De acordo com publicação norte-americana, a siderúrgica pretende vender as operações de componentes automotivos, onde os lucros caem devido ao agravamento da crise do setor na Alemanha. A divisão de chapas grossas – sucessora das siderúrgicas Krupp que fortificou os tanques e navios de guerra de Adolf Hitler – também está no programa de desinvestimentos. O ativo mais valioso da Thyssenkrupp, a divisão de elevadores, e que está a atrair o interesse de várias empresas, também poderá vir a ser uma "carta fora do baralho".