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Uma fábrica de café incrível e nunca antes vista - e o interior esconde um segredo

O projeto foi desenhado pelas mãos do estúdio Giorgi Khmaladze Architects.

Perde-se por entre a paisagem
Exterior do bonito edifício / Giorgi Khmaladze Architects
Autor: Vicent Selva (colaborador do idealista news)

Tbilisi é a capital de um pequeno país do Cáucaso: a Geórgia. Com pouco mais de um milhão de habitantes, esta cidade abriga cerca de um terço das pessoas de todo o território. Três décadas após o fim da União Soviética, esta cidade abriu-se para o mundo e tornou-se uma importante atração para o turismo internacional, a meio caminho entre o leste e o oeste. Apesar da popularidade crescente, tem conseguido manter as suas raízes e peculiaridades.

Para esta popularidade contribui o facto de estar rodeada por três montanhas que, de certa forma, protegem a sua paisagem urbana e natural. E isso está influenciar o design dos novos edifícios que estão a ser construídos naquele território. 

Perto da cidade,  numa das montanhas que a cercam, o estúdio Giorgi Khmaladze Architects construiu uma fábrica de café, escritórios e áreas de exposição, com uma peculiar moldura de betão geométrico encimado por um telhado verde.

Dada a localização de destaque, a cidade exigia uma construção que escapasse ao aspeto usual de fábrica, e a intenção do cliente era criar uma forte identidade visual para a recém-criada marca de café. O projeto previa espaços que se adaptassem tanto à planta de produção de café com as suas instalações, quanto aos escritórios, proporcionando uma variedade de arranjos de espaço de trabalho, reunião e socialização, tanto interna como externa. Além disso, eles quiseram incluir zonas públicas, como uma cafeteria de degustação de café com pequenas exibições do produto.

Visto da estrada, o edifício é um volume homogéneo de betão dobrado sem aberturas visíveis e, nas traseiras, abre-se para o pinhal. Vista de cima, integra-se na envolvente através de um grande telhado verde de 3.680 m2, desenhado para fazer crescer a vegetação em redor do local com ervas e plantas silvestres. Aém disso, atua como uma barreira térmica adicional ao isolamento da cobertura, onde as aberturas ocasionais em forma de átrios, terraços e claraboias permitem a entrada de luz natural no interior.

A fachada totalmente em betão dobra-se para produzir uma geometria de curvatura dupla. A aparência muda ao longo do dia, acompanhando o movimento do sol, produzindo um jogo de luz e sombra.

A entrada central é formada por um espaço estreito produzido por uma concha elevada de cimento que leva a um grande lobby principal localizado entre os dois átrios verdes. Plataformas de vários níveis para exibições de café e salões recebem os visitantes ao longo das escadas e rampas que levam à cafeteria de degustação e aos escritórios.

Todos os espaços internos são orientados e abertos para o parque verde situado nas traseiras e para o céu através de dois terraços que fazem parte da cobertura verde.