Como nos deslocamos? Quanto tempo demoramos? Que distância percorremos? Que custos temos? O Inquérito à Mobilidade (IMob 2017) que o Instituto Nacional de Estatística (INE) vai lançar quer dar resposta a estas e a outras perguntas. Comprender os padrões de mobilidade diária da população nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa é um dos grandes objetivos do estudo, com início marcado já para outubro.
Se vais a pé, de carro, ou de transportes públicos para o trabalho ou escola. Se demoras meia hora, uma hora ou mais do que isso até chegares ao teu destino. Será este o tipo de questões a que as famílias portuguesas terão de responder. Para além dos padrões de mobilidade, o INE quer "conhecer a opinião dos utilizadores de transporte individual ou coletivo e as motivações que conduzem às opções de transporte", revela em comunicado.
As famílias contactadas - que fazem parte dos 35 municípios das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto - vão poder responder ao inquérito através da internet a partir do dia 16 de outubro. Os alojamentos (cerca de 200 mil) também vão ser contactados pelo INE para que respondam ao inquérito. Neste caso o objetivo é solicitar informações sobre "as deslocações das pessoas que neles habitam".
O que nos dizem os Censos de 2011?
Dados de 2011 revelam que o transporte preferido de mais de metade dos residentes - em Lisboa e no Porto - continuava a ser o automóvel. Só depois apareciam os transportes públicos como segunda opção.
Os números mostram também que a duração das viagens para a escola ou traballho não ultrapassava os 30 minutos, na maioria dos casos.
62 % dos pais leva os filhos à escola de carro, diz estudo Observador Cetelem
Ainda que as filas de trânsito causem muitas dores de cabeça, as conclusões do estudo "Regresso às Aulas 2017" revelam que 57% dos inquiridos utilizam o automóvel para as deslocações escolares. Um resultado que cresce para 62% quando são os pais a levar os filhos até aos estabelecimentos de ensino.
Os transportes públicos, por sua vez, surgem como segunda opção e são referidos por 34% das pessoas. No entanto, quando são os próprios inquiridos a estudar, a preferência vai para a deslocação em transportes - mencionada em 58% dos casos.
O automóvel continua a ser o preferido dos portugueses, ainda assim, cerca de 30% das famílias afirmou estar disponível para a compra de uma bicicleta ou scooter de modo a facilitar o trajeto entre casa e o local de estudo.
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