No dia 4 de maio, as ruas enchem-se de flores, as casas aquecem-se com abraços e os corações transbordam de amor. É o Dia da Mãe, uma celebração que une famílias, com gestos carinhosos e memórias preciosas. Mas por detrás dos cartões coloridos e dos pequenos-almoços na cama, esconde-se uma histórica interessante que remonta a tempos imemoriais.
Compreender a história do Dia da Mãe, permite apreciar a profundidade e a universalidade do amor maternal que transcende épocas e fronteiras.
Como surgiu o Dia da Mãe?
As origens do Dia da Mãe remontam às antigas civilizações da Grécia e de Roma, onde se realizavam festivais em honra das deusas mães. Na Grécia Antiga, celebrava-se Rhea, a mãe dos deuses do Olimpo, como Zeus, Poseidon e Hades. Estas festividades, geralmente ocorridas na primavera, eram marcadas por rituais e oferendas que simbolizavam a fertilidade e a maternidade.
De forma semelhante, em Roma, homenageava-se Cibele, conhecida como Magna Mater ou Grande Mãe, através de cerimónias que exaltavam a natureza e a fecundidade.
Como chegou a Portugal e quando se celebra?
O Dia da Mãe em Portugal tem as suas raízes na década de 1950, quando a Mocidade Portuguesa Feminina instituiu a celebração a 8 de dezembro, coincidindo com o Dia da Imaculada Conceição, padroeira do país.
Atendendo ao pedido da Igreja, o Dia da Mãe foi inicialmente transferido para o último domingo de maio, mês dedicado a Maria na tradição católica. Contudo, para evitar coincidências com outras solenidades litúrgicas, como o Pentecostes ou a Ascensão, a data foi novamente ajustada, fixando-se no primeiro domingo de maio, onde permanece até hoje.
A criação moderna do Dia da Mãe nos EUA
A criação moderna do Dia da Mãe nos Estados Unidos deve-se à determinação de Anna Jarvis, que, após a morte da sua mãe, Ann Reeves Jarvis, em 1905, procurou homenagear o papel das mães na sociedade. Ann Jarvis era uma ativista social que, durante a Guerra Civil Americana, organizou grupos de mulheres para melhorar as condições de saúde e saneamento, visando reduzir a mortalidade infantil. Inspirada pelo legado da mãe, Anna promoveu, em 1908, a primeira celebração oficial do Dia da Mãe na Igreja Metodista de Andrews, em Grafton, Virgínia Ocidental, distribuindo 500 cravos brancos, símbolo de pureza e amor materno. A iniciativa ganhou rapidamente popularidade, levando o presidente Woodrow Wilson a proclamar, em 1914, o segundo domingo de maio como feriado nacional dedicado às mães.
Contudo, à medida que a celebração se difundia, Anna Jarvis ficou desapontada com a crescente comercialização da data. Acreditava que o verdadeiro espírito do Dia da Mãe estava a ser deturpado por interesses comerciais, como a venda de flores, cartões e presentes.
O significado atual e tradições do Dia da Mãe
O Dia da Mãe, celebrado em Portugal no primeiro domingo de maio, é uma ocasião dedicada a homenagear e expressar gratidão às mães. Embora a data tenha sido alterada ao longo do tempo, o seu significado permanece centrado na valorização da figura materna.
Muitos opções passam por preparar refeições especiais ou organizar atividades que proporcionem momentos de convívio e afeto. Independentemente das formas escolhidas para celebrar, o mais importante é demonstrar apreço e amor pelas mães.
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