As plantas ideais para refrescar a casa nos dias mais quentes

Da palmeira-areca à aloé-vera, há plantas que libertam vapor de água e ajudam a tornar o ar de casa mais húmido e respirável.
Plantas
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Matteo Squillante
Matteo Squillante

Algumas plantas conseguem mesmo tornar os espaços mais frescos e agradáveis quando lá fora o termómetro não dá tréguas. O segredo está num processo natural chamado transpiração foliar. 

Através das folhas, as plantas libertam vapor de água para o ar e, com isso, ajudam a aumentar a humidade e a criar uma sensação de temperatura ligeiramente mais baixa – um pouco como acontece à sombra de uma árvore numa tarde de verão. Da palmeira‑areca à aloé‑vera, estas são as plantas ideais para refrescar a casa.

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Palmeira Areca

Palmeira Areca
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A palmeira Areca (Dypsis lutescens) é, provavelmente, uma das espécies mais indicadas para o arrefecimento natural. As suas folhas finas e arqueadas libertam para o ar uma quantidade considerável de vapor de água, ajudando a aumentar a humidade em ambientes secos e sobreaquecidos.

É, por isso, uma boa alternativa para quem procura baixar a temperatura em casa sem ar condicionado: um exemplar adulto e bem hidratado funciona como um pequeno humidificador, em silêncio e durante todo o dia. Além disso, a palmeira-areca não é tóxica, pelo que pode conviver sem problemas com cães e gatos.

Para a manter saudável, coloca-a num local luminoso, mas sem exposição direta ao sol, que tende a queimar as folhas.

Ficus Benjamina

Ficus Benjamina
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Com o seu ar de pequena árvore e folhas brilhantes, ligeiramente cambiantes, a ficus-benjamima (Ficus benjamina) é um clássico intemporal na decoração com plantas. Para lá do efeito visual, ajuda a filtrar algumas substâncias poluentes presentes nos espaços fechados, contribuindo para melhorar a qualidade do ar.

Ainda assim, convém não andar a mudá-lo de sítio. Deslocações frequentes, correntes de ar ou mudanças repentinas de temperatura deixam a ficus-benjamina stressada – e a reação costuma ser uma queda repentina das folhas. Por isso, o ideal é mantê-la num local fixo, com boa luz indireta, longe de radiadores e de correntes de ar.

Jiboia

Jiboia
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Se procuras uma planta que perdoe quase todos os esquecimentos, a Jiboia (Epipremnum aureum) é uma excelente escolha. Os seus caules pendentes, salpicados de folhas em forma de coração, variegadas em verde e amarelo, crescem depressa e com vigor, mesmo nas mãos menos experientes.

Adapta-se a condições de luz muito diferentes, sobrevive a algumas regas esquecidas e ajuda a limpar o ar de vários compostos voláteis. Deve ficar num local com luz indireta e é importante deixar secar boa parte do substrato entre regas: teme mais o excesso de água do que a falta dela

Podes deixá-la trepar por um tutor ou cair a partir de uma prateleira alta, onde cria um bonito efeito de cascata.

Espada-de-São-Jorge

Espada-de-São-Jorge
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Também conhecida como “língua‑de‑sogra”, a Espada-de-São-Jorge (Dracaena trifasciata) é a planta ideal para quem quer ter verde em casa sem grandes exigências. As folhas rígidas, verticais e suculentas armazenam água, permitindo‑lhe resistir a longos períodos de esquecimento.

Não por acaso, a sanseviéria está entre as plantas de interior mais resistentes ao calor: aguenta ambientes secos, temperaturas elevadas e até zonas com pouca luz. Tem ainda uma particularidade valiosa: graças a um metabolismo específico, liberta oxigénio também durante a noite, ao contrário da maioria das plantas.

Samambaia americana

Samambaia americana
Mokkie, CC BY-SA 3.0 Wikimedia commons

As frondes leves e pendentes do Samambaia americana(Nephrolepis exaltata) transpiram intensamente, devolvendo ao ambiente uma quantidade considerável de humidade. Uma vantagem preciosa quando o ar quente e seco torna a casa mais abafada.

É precisamente por esta capacidade que é uma das melhores opções entre as plantas para humidificar o quarto, ajudando a combater a sensação de ar parado e a criar condições mais confortáveis para descansar. A contrapartida é que pede atenção regular: gosta de muita humidade, por isso convém pulverizá‑lo com frequência e mantê‑lo longe de fontes de calor direto.

Aloé-vera

Aloé-vera
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A aloé-vera junta beleza e utilidade. As folhas carnudas, dispostas em roseta, guardam o conhecido gel com propriedades calmantes, enquanto a planta, no seu todo, aguenta sem dificuldade o calor e a falta de água.

Tal como a sanseviéria, a aloé liberta oxigénio durante a noite, o que a torna uma boa escolha para o quarto. O ideal é colocá‑la na zona mais luminosa da casa, de preferência perto de uma janela virada a sul.

Comigo Ninguém Pode

Comigo Ninguém Pode
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Conhecida popularmente como Comigo Ninguém Pode, a Dieffenbachia conquista pelas folhas grandes e ovais, salpicadas de verde, creme e branco, capazes de encher sozinhas um canto mais vazio. Mas estas folhas generosas não servem apenas para decorar: a sua grande superfície favorece uma transpiração abundante, que ajuda a refrescar e a tornar o ar menos seco nos espaços interiores.

Em troca, a planta pede luz indireta, mas abundante, temperaturas amenas e um substrato ligeiramente húmido, sem excessos. Convém também protegê‑la de correntes de ar frio, que tolera mal. E fica o aviso: a seiva da dieffenbachia contém cristais de oxalato de cálcio, que podem irritar a boca e a pele.

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