Propriedade onde a atriz viveu os últimos seis meses enfrenta destruição caso os donos consigam reverter a sua classificação como marco histórico.
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 Marilyn Monroe
Getty images

A última residência de Marilyn Monroe, em Brentwood, Los Angeles, corre o risco de ser demolida se os atuais proprietários conseguirem reverter  a sua classificação como marco histórico. Brinah Milstein, filha de um promotor imobiliário, e Roy Bank, produtor de televisão, compraram a propriedade em 2023 por 8,35 milhões de dólares, onde a atriz passou os últimos seis meses da sua vida.

Segundo a Bloomberg, após a emissão de uma licença de demolição, grupos de preservação histórica conseguiram que a cidade classificasse a casa como monumento histórico-cultural, protegendo-a da destruição. O casal planeava unir o terreno da propriedade a um lote adjacente, residência sua desde 2016, “para melhorar a propriedade”, segundo o advogado que os representa.

Os proprietários contestam o valor histórico da casa, alegando que não há evidências físicas de que Marilyn tenha vivido no imóvel, como móveis ou outros elementos originais. A ação judicial sustenta que a cidade abusou do poder ao favorecer interesses de turismo e conservacionistas, prejudicando os direitos dos proprietários, enquanto a cidade garante ter seguido todos os procedimentos legais, incluindo a recolha de provas sobre a importância da residência na vida da atriz.

Construída em 1929 em estilo Hacienda espanhola, a casa térrea, com dois quartos e duas casas de banho, foi a primeira propriedade que Monroe comprou sozinha, após os casamentos com Joe DiMaggio e Arthur Miller. É a única casa que ela possuía como mulher solteira e passou por 14 proprietários e várias renovações, incluindo uma sala de lazer e estúdio independentes. A propriedade encontra-se numa rua sem saída, rodeada por muros e vegetação densa, inacessível ao público.

Os atuais donos sugeriram a possibilidade de salvar a estrutura se fosse relocada para um local mais público, permitindo o acesso a fãs. Durante os seis meses que lá viveu, Monroe conquistou um Globo de Ouro, cantou para John F. Kennedy e posou para o fotógrafo Bert Stern. Fotografias e registos da época documentam a presença da estrela na casa, ainda pouco mobilada, onde preparava o espaço para receber amigos em privacidade.

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