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Casa da Arquitetura, o novo lar do acervo pessoal de Gonçalo Byrne

Arquiteto vai doar ao espaço em Matosinhos um conjunto de 160 projetos, desde os anos de 1990 até à atualidade.

https://www.goncalobyrnearquitectos.com/goncalo-byrne
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Autor: Redação

Depois de Eduardo Souto de Moura, João Álvaro Rocha, Pedro Ramalho, Francisco Melo e Jorge Gigante, o arquiteto Gonçalo Byrne decidiu agora doar um acervo pessoal composto por 160 projetos à Casa da Arquitetura, em Matosinhos. A entrega ao espaço, inaugurado há cerca de dois anos, será formalizada numa cerimónia, com entrada livre, marcada para o próximo sábado, dia 09 de novembro de 2019, às 16h00.

Gonçalo Byrne é autor, entre outros, dos projetos da Reitoria da Universidade de Aveiro, do Instituto de Ciências Aplicadas e Tecnologia, em Lisboa, do edifício da entrada do Porto de Lisboa, da remodelação de vários espaços do Teatro Nacional D. Maria II, também na capital, do Museu do Mosteiro de Alcobaça, do Museu Industrial da Baleia, nos Açores, do Teatro Municipal de Faro, ou da Cité de La Musique em Genebra, na Suíça.

Fonte da Casa da Arquitectura indicou à agência Lusa que o conjunto de projetos - criados desde os anos 1990 até à atualidade - apresenta diferentes tipologias, desde habitação a planeamento, arquitetura de interiores, equipamentos urbanos, reabilitação e requalificação urbanística, laboratórios, universidades, localizados em Portugal e no estrangeiro.

Uma referência na arquitetura nacional nos últimos 40 anos

Nascido em janeiro de 1941, em Alcobaça, o arquiteto Gonçalo Byrne estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL) e constituiu gabinete próprio em regime exclusivo a partir de 1975.

Fundou o gabinete GB Arquitectos em 1991, e formou, com o arquiteto Manuel Aires Mateus o gabinete GBMM Arquitectos Associados, em 1993.

Desde 1970, é membro da Ordem dos Arquitectos e, desde 2008, Membro da Ordem dos Arquitetos da Província de Vicenza, em Itália.

Pertenceu à Direção da Secção Portuguesa da União Internacional de Arquitetos, tendo sido delegado em assembleias mundiais e congressos desta organização.

Foi diretor do Jornal Arquitectos entre 1985 e 1987, e tem obras e trabalhos teóricos editados em publicações nacionais e estrangeiras em Alcobaça, Aveiro, Braga, Cascais, Coimbra, Évora, Funchal, Lisboa, Jesolo (Itália) e Lovaina (Bélgica).

Foi distinguido com Prémio Piranesi "Prix de Rome", em 2014.