O estudo é de três economistas do Fundo Monterário Internacional (FMI) e vem mostrar que as pandemias do passado prejudicaram de forma mais acentuada as pessoas com rendimentos mais baixos, deixando-as numa situação ainda mais desigual. Segundo os dados divulgados, os indicadores de desigualdade aumentaram nos cinco anos que se seguiram aos anteriores episódios de crises de saúde no mundo.
De acordo com o FMI, as pessoas com menores rendimentos e com níveis de escolaridade mais baixos sofreram um impacto financeiro mais negativo em anteriores pandemias. Procurando perceber o que “aí vem”, e qual o impacto do novo coronavírus, os economistas Davide Furceri, Prakash Loungani e Jonathan D. Ostry analisaram os efeitos em indicadores como o índice de Gini ou a taxa de emprego por grau de escolaridade de anteriores pandemias, epidemias e eventos de saúde graves das últimas duas décadas – o SARS em 2003, H1N1 em 2009, Ebola em 2014 e o Zika em 2016, como escreve o Público.
O índice de Gini – utilizado para medir o nível de desigualdade na distribuição de rendimento – registou em média, um aumento de cerca de 1,5% nos cinco anos seguintes à pandemia, algo que é considerado pelos estudiosos como “grande, tendo em conta que este indicador normalmente move-se lentamente ao longo do tempo”.
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