Num mundo em que as fronteiras voltam a abrir-se em força e viajar ganha um novo significado, os turistas procuram cada vez mais experiências autênticas, sustentáveis e capazes de deixar marca. É neste contexto que a National Geographic acaba de revelar a sua mais aguardada lista dos melhores destinos para viajar em 2026 – e um é português.
A seleção junta lugares que se destacam pela riqueza natural, pelo valor histórico ou pelo impacto positivo nas comunidades locais – destinos que, segundo os especialistas da publicação, fazem mesmo sentido visitar. Por essa razão, descobre quais são os 25 eleitos para o próximo ano.
Destino português na lista da National Geographic
Berço de Portugal e terra do Primeiro Rei, Guimarães vive com um pé bem assente no passado medieval e o outro apontado a um futuro verde e tecnológico. De acordo com a lista publicada pela National Geographic, que destaca os melhores destinos para viajar em 2026, a cidade minhota surge como um exemplo de sustentabilidade e inovação.
Eleita Capital Verde Europeia para 2026 pela Comissão Europeia, Guimarães tem apostado na expansão das ciclovias, na criação de mais espaços verdes e na redução da poluição, num percurso assumido rumo à neutralidade climática até 2030.
Guimarães mostra como uma cidade medieval pode evoluir para um centro urbano moderno sem perder identidade. Com muralhas ameadas ainda bem preservadas, o castelo do século X é um dos mais emblemáticos de Portugal. O Palácio dos Duques de Bragança destaca-se pelas suas chaminés de tijolo vermelho e pela simetria fortificada, enquanto a Torre da Alfândega, no coração do centro histórico, é a única torre sobrevivente das antigas muralhas defensivas e impõe-se na paisagem junto ao Castelo de Guimarães.
A experiência completa-se à mesa. Nas tabernas, os petiscos pedem um copo de vinho verde fresco, típico do Minho, e os (doces) jesuítas, uma saborosa lembrança da forte tradição católica da cidade.
Europa
A Europa continua a ser um continente que fascina pela diversidade de paisagens, cultura e experiências. Em 2026, a viagem pelo velho continente combina história milenar, cidades cosmopolitas e iniciativas inovadoras que tornam cada destino único. Desde centros urbanos vibrantes a pequenas cidades com charme histórico, há sempre algo para descobrir.
País Basco, Espanha
O País Basco surge como um dos grandes destaques da lista graças a um acontecimento astronómico pouco comum: o eclipse solar de 12 de agosto de 2026. O fenómeno poderá ser observado em vários pontos de Espanha, mas será especialmente privilegiado em cidades como Bilbao e Vitória-Gasteiz, o que coloca esta região no radar dos viajantes mais curiosos.
A revista aponta alguns dos melhores locais para assistir ao eclipse, como o Parque Etxeberria ou o monte Artxanda, ambos com vistas abertas e perfeitas para o momento. Em Bilbao, há ainda muito para descobrir além do céu: o Casco Viejo, os sempre tentadores bares de pintxos e a animada Semana Grande ajudam a completar o programa.
Vitória-Gasteiz é destacada pela sua catedral e pelos amplos espaços verdes que lhe dão fama de cidade sustentável. Já San Sebastián entra na lista pela alta cozinha – com restaurantes de referência mundial – e pela baía da La Concha, um clássico que nunca desilude.
Dolomitas, Itália
Todas as atenções vão estar voltadas para Milão e para a estância de esqui de Cortina d’Ampezzo, no nordeste de Itália, que acolhem os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de 2026, entre fevereiro e março. Esta edição ficará para a história por ser a mais dispersa de sempre, com provas e cerimónias espalhadas por uma vasta área montanhosa no norte do país, tendo as Dolomitas como grande palco e protagonista natural.
Se a ideia é seguir as pisadas dos atletas, Cortina d’Ampezzo integra a Dolomiti Superski, a maior área de esqui do mundo, com um único passe que dá acesso a dezenas de pistas entre paisagens alpinas impressionantes. A região combina desporto, natureza e um reforço da oferta hoteleira e gastronómica, com novos hotéis de luxo e restaurantes que valorizam os produtos locais, tornando as Dolomitas um destino apetecível muito além do calendário olímpico.
Inglaterra, Turquia e Finlândia
Em Inglaterra, Hull está a dar que falar graças a um ambicioso plano de revitalização que recupera e celebra oito séculos de história marítima, trazendo nova vida à cidade sem apagar o passado. Já na costa turca do Mar Negro – tecnicamente em território asiático, mas com profundas ligações à Europa – o destaque vai para as antigas cidades portuárias e os mosteiros, suspensos entre a montanha e o mar.
Mais a norte, Oulu, na Finlândia, prepara-se para assumir o título de Capital Europeia da Cultura em 2026. A cidade combina uma forte ligação à natureza com a cultura sami e um programa recheado de arte, gastronomia de inspiração ártica e atividades ao ar livre, perfeito para quem gosta de destinos menos óbvios e cheios de identidade.
América
O continente americano domina grande parte da lista, oferecendo uma mistura irresistível de paisagens naturais, cidades vibrantes e experiências culturais únicas. De norte a sul, há destinos que combinam história, arte urbana e eventos de grande impacto, ideais para quem procura viagens autênticas e inesquecíveis.
Brasil e Colômbia
Na América do Sul, o Rio de Janeiro atravessa um novo fôlego cultural com a aguardada reabertura do Museu Nacional do Brasil, reconstruído depois do incêndio devastador de 2018. É um regresso simbólico e muito esperado, que devolve à cidade um dos seus grandes pilares culturais.
Já Medellín, na Colômbia, continua a afirmar-se como um dos grandes nomes da arte urbana na região. Bairros como a Comuna 13 transformaram-se em verdadeiros polos criativos, onde murais, música e projetos comunitários contam a história de uma cidade que soube reinventar-se.
Caraíbas e México
Nas Caraíbas, a Ilha Dominica entra para a história com a criação da primeira reserva mundial dedicada aos cachalotes, um passo decisivo na proteção destes gigantes do oceano e um novo trunfo para o turismo responsável. É daqueles destinos onde a natureza dita o ritmo e convida a olhar o mar com outros olhos.
Mais a norte, no México, a costa de Oaxaca afirma-se cada vez mais como um paraíso para quem vive com a prancha debaixo do braço. As novas infraestruturas deram o empurrão que faltava e a consagração de Puerto Escondido como Reserva Mundial de Surf veio confirmar o estatuto de destino obrigatório para surfistas de todo o mundo.
EUA e Canadá
Os EUA também marcam forte presença nesta lista, com vários destinos em destaque. A lendária Rota 66 (Route 66, em inglês) prepara-se para celebrar 100 anos com direito a estradas renovadas e néons restaurados, num regresso cheio de nostalgia. Já na Pensilvânia, Pittsburgh assume-se cada vez mais como uma potência cultural, graças aos seus museus, à cena artística vibrante e a novos projetos urbanos que estão a mudar a cara da cidade.
Mais a norte, Dakota do Norte, as Badlands preparam-se para receber a Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt, um espaço que junta natureza, história e arquitetura em perfeita harmonia com a paisagem.
Do outro lado da fronteira, no Canadá, Vancouver entra em contagem decrescente para ser uma das cidades anfitriãs do Mundial de 2026, enquanto o Quebeque ganha um novo ponto de interesse com o Parque Nibiischii, gerido pela Nação Cree e pensado para valorizar o território e a cultura indígena.
Ásia, Oceania e Pacífico
A Ásia surge com destinos muito variados, que misturam tradição milenar e inovação moderna. Entre percursos culturais, paisagens naturais impressionantes e experiências gastronómicas únicas, há sempre algo que desperta a curiosidade de qualquer viajante.
Coreia do Sul, Filipinas, China e Japão
A Coreia do Sul entra no radar dos viajantes com a inauguração de novos troços do trilho Dongseo, um percurso com cerca de 850 quilómetros, inspirado no Caminho de Santiago, que atravessa o país de costa a costa. Já em Manila, nas Filipinas, o grande motivo de celebração é a chegada do Guia Michelin, que vem dar ainda mais visibilidade a uma cena gastronómica vibrante, onde tradições locais se cruzam com influências internacionais.
Em Pequim, na China, viajar torna-se mais simples graças a novas políticas de vistos e a circuitos culturais renovados, pensados para facilitar a descoberta da cidade. E se procuras fugir aos destinos mais turísticos no Japão, a prefeitura de Yamagata surge como uma alternativa serena, com templos nas montanhas e festivais que iluminam as noites com uma atmosfera única.
Ilhas Fiji, Austrália e Havai
No Oceano Pacífico e na Oceânia, a diversidade continua a ser a palavra de ordem. Nas ilhas Fiji, o turismo sustentável ganha destaque, permitindo-te participar em projetos de conservação marinha e florestal, uma experiência que mistura aventura e consciência ambiental.
Na Austrália, o Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta abre portas como nunca antes, oferecendo a oportunidade de pernoitar no seu interior através de rotas guiadas que conectam a natureza à tradição Anangu. E não podemos esquecer Maui, no Havai, que surge na lista graças à sua recuperação após os incêndios: praias icónicas, experiências de bem-estar e um espírito de resiliência que se sente em cada canto da ilha.
África
O continente africano oferece dois destinos muito distintos, cada um com o seu encanto único. Entre cidades em transformação e reservas naturais de sucesso, há experiências que combinam cultura, história e natureza.
Marrocos e Ruanda
No Norte de África, Rabat está a afirmar-se como uma capital cultural em plena transformação. Com o Teatro Real, a Torre Mohammed VI, museus renovados e uma crescente cena literária, a cidade prepara-se para ser Capital Mundial do Livro em 2026, tornando-se num destino imperdível para quem gosta de cultura e história.
Mais a sul, na África Oriental, Ruanda brilha com o Parque Nacional de Akagera, um exemplo de sucesso em conservação. Aqui, os grandes mamíferos, incluindo os famosos Big Five – leão, elefante, rinoceronte, leopardo e búfalo – prosperam novamente após décadas de declínio. Os lodges renovados e as novas áreas de observação prometem experiências de safari únicas e inesquecíveis.
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