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Crédito à habitação dado pelos bancos às famílias cresce mais de 40% num ano

Gtres
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Autor: Redação

O financiamento bancário para a compra de casa caiu em julho face ao mês anterior - quando foi atingido o recorde desde 2010 -, mas continua em alta e continua a ser o principal motor dos empréstimos às famílias em Portugal. Prova disso é que os 683 milhões de euros de crédito à habitação concedidos pelos bancos neste segmento, em julho deste ano, correspondem a um aumento de 41% face aos 485 milhões dados no mesmo mês em 2016, segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal.

Os bancos mantêm, assim, a disponibilidade para emprestar dinheiro para a compra de casa, o que tem tido reflexo no corte sucessivo dos "spreads". A margem mínima média já é de 1,5%. No total dos primeiros sete meses deste ano, o volume de novos empréstimos totalizou 4.504 milhões de euros, o valor mais alto dos últimos sete anos - apenas em 2010 foi superado com empréstimos de 6.141 milhões de euros.

A habitação representa quase 20% de todo o dinheiro emprestado a particulares e empresas em julho e foi, aliás, a principal motivadora da subida de 23% registada em julho na concessão de crédito às famílias, em termos homólogos. No total, os bancos emprestaram nesse mês 1.173 milhões de euros às famílias, o que compara com os 954 milhões disponibilizados em julho do ano passado.

Face ao mês anterior o montante concedido pelas instituições financeiras, em julho, recuou ligeiramente, tanto no caso das famílias como das empresas.

Aos particulares, os bancos nacionais emprestaram 1.173 milhões de euros no período em análise. Um valor que ficou aquém dos 1.286 milhões de euros contratados em junho.

Para a compra de casa, foram emprestados 683 milhões de euros, menos do que os 754 milhões de euros concedidos em junho

 

Nas novas operações de empréstimos a particulares para habitação, também segundo o Banco de Portugal, a taxa de juro média em julho foi de 1,59% (1,69% em junho), o que representa um novo mínimo histórico.