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Juros na prestação da casa em máximos de três anos

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Autor: Redação

Fevereiro ficou marcado por uma das subidas mais significativas nas taxas de juro implícitas nos novos contratos de crédito à habitação registadas nos últimos três anos. Nos empréstimo celebrados nos últimos três meses fixou-se em 1,42% no mês passado, acima dos 1,282% de janeiro, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). No total de contratos existentes, o valor médio da prestação mensal manteve-se em 244 euros, mas nos novos financiamentos ascendeu a 326 euros - mais 17 euros que em janeiro.

Considerando o total de contratos de crédito à habitação existentes em Portugal, o juro implícito em fevereiro era de 1,061%, valor que compara com 1,054% em janeiro, e que é o mais alto desde meados de 2016.

As estatísticas do INE mostram que as taxas de juro implícitas nos novos contratos de crédito à habitação estão em queda há três anos (em fevereiro de 2016 rondavam os 2%), um ciclo apenas interrompido por algumas subidas (em junho de 2017 e em agosto de 2018).

O capital em dívida na globalidade dos contratos era de 52443 euros (menos 61 euros que no mês anterior), enquanto o capital em dívida dos novos contratos de crédito à habitação se sitou em média em 98292 euros em fevereiro (mais 57 euros que em janeiro).