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Agosto traz prestação da casa ainda mais baixa - a maior queda em três anos

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Autor: Redação

Na hora de fazer as malas para ir de férias e/ou começar a preparar o próximo ano letivo, os portugueses com crédito à habitação vão contar este mês com um "bónus" no orçamento familiar. A prestação da casa dos empréstimos indexados à Euribor volta a baixar, registando, além do mais, a maior redução desde o verão de 2016, devido à continuada política de baixas taxas de juros promovida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses com um 'spread' (margem de lucro do banco) de 1%, paga a partir de agosto 458,92 euros, o que significa menos 7,45 euros face à última revisão da prestação, em fevereiro, segundo os cáculos da Deco/Dinheiro&Direitos para a Lusa.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passará a pagar 457,72 euros. Ou seja, 3,68 euros menos do que o pago em maio, de acordo com a simulação feita.

O que está a motivar esta redução tão significativa?

Seria necessário recuar até 2016 para assistir a reduções mais dilatadas nos encargos com a casa, segundo escreve o ECO, quando o ainda presidente do BCE, Mario Draghi cortava, pela primeira vez na história, a taxa de juro de referência para a Zona Euro levando os indexantes para valores ainda mais negativos.

O mesmo cenário, tal como aponta o jornal, está a acontecer agora, perante a possibilidade de o BCE avançar com novos cortes de juros. Em meados de junho passado, durante o fórum do BCE que decorreu em Sintra, Mario Draghi assumiu essa possibilidade. No seguimento disso, as Euribor mergulharam rumo a valores ainda mais negativos. 

Em julho, perante um cenário económico “cada vez pior” na Zona Euro, o responsável reiterou a disponibilidade para usar todos os instrumentos ao seu dispor, incluindo corte de juros e o mercado voltou a reagir. Dados da Reuters, citados pelo ECO, indicam que o mercado aponta para uma taxa de juro de referência do -0,05%, em junho de 2024.