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Economia perde 250 milhões de euros todos os anos com incêndios

Incêndio de Pedrógão Grande já fez mais de 60 mortos. / Gtres
Incêndio de Pedrógão Grande já fez mais de 60 mortos. / Gtres
Autor: Redação

Os incêndios em Portugal têm um forte impacto na economia nacional. Os números são assustadores: todos os anos as perdas diretas associadas aos fogos ascendem a cerca de 250 milhões de euros. Em causa está uma estimativa de Abílio Pereira Pacheco, investigador do INESC.

Segundo o Dinheiro Vivo, que se apoia em dados do último relatório final (relativo a 2015) sobre incêndios, elaborado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a média anual das perdas entre 2005 e 2014 foi de 173 milhões de euros

Só entre 1 de janeiro e 15 de outubro de 2016 houve 13.079 ocorrências (2.677 incêndios florestais e 10.402 fogachos), que resultaram em 160.490 hectares de área ardida. O ano de 2016 apresenta, desde 2006 (até ao dia 15 de outubro), o segundo valor mais baixo em número de ocorrências e o valor mais elevado de área ardida, o que não indicia nada de bom em termos de impacto económico.

De acordo com a publicação, o problema da economia perder pelo menos 200 milhões de euros por ano devido aos fogos florestais prende-se com o facto de cerca de 120 milhões de euros serem gastos anualmente em prevenção e supressão dos fogos. “Há uma deficiente gestão do dinheiro público. Os meios de prevenção só absorvem entre 5 e 10% do orçamento para combater os incêndios. Há uns 20 a 25% para despesas como a vigilância e a deteção, mas isso acaba por entrar mais no combate ao fogo. Grande parte do bolo (40 a 50 milhões de euros/ano) vai mesmo para o combate aos fogos, isto é, metade do orçamento”, explicou Paulo Fernandes, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Incêndio de Pedrógão Grande já fez 62 mortos

De referir que o incêndio que desde sábado deflagrou na zona de Pedrógão Grande já provocou 62 mortos, havendo ainda 62 feridos. Trata-se de um dos maiores incêndios de que há memória em Portugal – senão o maior –, afetando três distritos: Leiria, Castelo Branco e Coimbra.

O Governo decretou três dias de luto nacional, até terça-feira (dia 20 de junho).

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