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Economia real a melhorar: Insolvências caem 22% e pedidos de PER recuam 36%

Autor: Redação

Portugal tem vindo a ser notícia, nomeadamente, na imprensa internacional devido ao "milagre económico", após a passagem da troika pelo país. Com excepção da dívida pública, a generalidade dos indicadores macroeconómicos nacionais tem vindo a melhorar, e agora chegam as boas novas a nível da economia real: o número de insolvências de empresas recuou 22% nos primeiros seis meses do ano face ao igual período de 2016. E, no mesmo período, os pedidos de Processo Especial de Revitalização (PER) caíram 36% em termos homólogos.

Os dados revelados pelo estudo "COSEC Dinâmica Empresarial" - seguradora especializada nos ramos de seguro de créditos e de caução, detida em partes iguais pelo BPI e pela Euler Hermes - mostram que nos primeiros seis meses de 2017 foram registadas 1.557 empresas insolventes em Portugal, valor que representa uma diminuição de 22% face ao período homólogo.
 
Neste relatório, citado pelo Jornal de Negócios, verifica-se ainda que durante o primeiro semestre deste ano houve um total de 271 pedidos de PER, menos 36% do que os 423 pedidos que foram registados em igual período do ano passado.
 
Já o número de registos de novas empresas aumentou 5% nos primeiros seis meses relativamente ao primeiro semestre do ano passado, tendo sido registadas 22.753 novas empresas.

Berta Dias da Cunha, administradora da COSEC, considera que "os resultados desta análise confirmam a tendência de diminuição do número de insolvências no país e estão em conformidade com o crescimento da economia nacional".

Ainda assim, a responsável ressalva que "os dados mostram que, apesar dos sinais positivos, permanecem vulnerabilidades nas micro e nas pequenas empresas. A maioria (76%) do número de postos de trabalho em risco estão concentrados nestas empresas, bem como do valor dos créditos a fornecedores (67%)", concluiu.

As microempresas voltaram, aliás, a ser o tipo de empresas mais afectadas pelos casos de insolvências, com uma fatia de 67% do total. Segundo a COSEC, esta é uma tendência que se mantém desde 2009. Estas empresas insolventes representavam um volume de negócios conjunto superior a 740 milhões de euros.
 
Também os pedidos de PER foram feitos maioritariamente (77%) por empresas de menor dimensão, neste caso por micro ou pequenas empresas.