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Confiança dos portugueses cresce para níveis nunca alcançados

Autor: Redação

A confiança dos portugueses subiu no segundo trimestre deste ano para níveis nunca antes alcançados, tendo o terrorismo sido a preocupação que mais cresceu face ao período homólogo. Em causa estão dados que constam no “Estudo Global de Confiança dos Consumidores”, realizado pela Nielsen.

Segundo o relatório, o índice de confiança dos portugueses subiu 17 pontos face ao segundo trimestre de 2016, atingindo 82 pontos (100 é o grau de otimismo mais elevado). Trata-se do valor mais alto desde sempre em Portugal, aproximando-se da média da Europa (85 pontos) e acima de países como França (75 pontos), Rússia (70 pontos), Itália (58) e Grécia (52).

“Uma das novidades é que a maioria dos portugueses (51%) já não considera que o país está em recessão económica, revelando-se até, nesta questão, um otimismo superior ao que se observa na média europeia (59% dos europeus acreditam que o seu país está em recessão)”, lê-se no estudo.

De acordo com a Lusa, que teve acesso ao documento, o otimismo dos portugueses estende-se às perspetivas profissionais e financeiras, com melhorias em relação ao ano anterior, o que faz com que os consumidores estejam mais disponíveis para o consumo.

No que diz respeito aos hábitos de consumo dos portugueses, poupar continua a ser uma prioridade: “Após o pagamento das despesas essenciais, 45% optam por utilizar o dinheiro excedente para fazer poupanças”, conclui o estudo.

De referir que a preocupação em torno do terrorismo é a que tem mais destaque neste trimestre face ao homólogo, ocupando agora a quarta posição do ranking.

“Estes resultados fazem-nos acreditar que as melhorias da situação nacional após o período de crise e este sentimento de recuperação tornaram os portugueses mais otimistas, provavelmente por estarem a conseguir recuperar de uma situação muito negativa no passado”, disse Ana Paula Barbosa, responsável da Nielsen Portugal, citada no comunicado.

Para a realização deste estudo foi feito um inquérito online a 30.000 pessoas oriundas de 63 países. O mesmo decorreu em Portugal entre 20 de maio e 10 de junho, com uma amostra de 499 inquiridos.