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Confiança dos portugueses sobe há oito meses e está em máximos de quase 20 anos

Autor: Redação

O indicador de confiança dos consumidores aumentou em abril pelo oitavo mês consecutivo (desde setembro), fixando-se no valor mais elevado dos últimos 20 anos (desde outubro 1997). Um cenário que se deve, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), ao contributo positivo de todas as componentes, mas sobretudo das expetativas relativas à evolução do desemprego e da situação económica de Portugal.

No que diz respeito ao indicador de clima económico, tem mantido a trajetória ascendente desde janeiro até abril, após ter diminuído nos três meses precedentes, tendo-se registado subidas nos indicadores de confiança na indústria transformadora, na construção e obras públicas, no comércio e nos serviços, escreve a Lusa.

Relativamente ao indicador de confiança da indústria transformadora retomou em abril a “expressiva trajetória positiva” iniciada em junho de 2016, após a estabilização verificada em fevereiro e março. “No mês de referência, as opiniões sobre a procura global e as apreciações sobre a evolução dos stocks de produtos acabados contribuíram positivamente para o comportamento do indicador, de forma mais expressiva no primeiro caso, enquanto as perspetivas de produção apresentaram um ligeiro contributo negativo”, lê-se na nota do INE.

Quanto ao indicador de confiança da construção e obras públicas, aumentou nos quatro últimos meses, atingindo o máximo desde junho de 2008, na sequência da evolução positiva quer da componente relativa às perspetivas de emprego, quer às opiniões sobre a carteira de encomendas.

No setor do comércio, o indicador de confiança tem vindo a aumentar desde janeiro até abril, após ter diminuído nos três meses anteriores, em resultado, no último mês, do contributo positivo das perspetivas de atividade e das apreciações sobre o volume de stocks.

Já o indicador de confiança dos serviços aumentou nos últimos cinco meses, verificando-se uma evolução positiva em abril das opiniões sobre a atividade da empresa e sobre a evolução da carteira de encomendas, enquanto as perspetivas sobre a evolução da procura contribuíram negativamente.